
Quarenta e duas primaveras passaram, Os anos levaram, mas o amor ficaram. Nos caminhos que traçamos, deixei meu ser, E agora, no adeus, só posso agradecer. Quarenta e dois anos de amor, Entre caminhos de riso e dor. Construímos um mundo em comum, Na alegria, no pranto, no riso em jejum. Agora me despeço com gratidão, Levando a Ana no meu coração. Seu riso ainda ecoa, sua voz, um farol, Mesmo na distância, ainda sinto o sol. Adeus não é o fim, mas um até logo, Nos versos da vida, você foi o prólogo. Cada primavera nos trouxe lições, Em cada folha, escrevemos canções. Os dias foram rios, correndo para o mar, E nossas memórias sempre vão ficar. As danças na sala, os silêncios no sofá, Tudo isso é o que em mim sempre há. Não é o adeus que rouba o que fomos, É o tempo que guarda tudo que somos. Nas noites serenas ou no céu tempestuoso, Você foi meu porto, meu chão precioso. Ah, quarenta e duas primaveras que vivi, Com você, Ana, aprendi o que é existir. O adeus é amargo, mas traz redenção, Pois sei que em mim bate seu coração. Adeus não é o fim, mas um até logo, Nos versos da vida, você foi o prólogo. Cada primavera nos trouxe lições, Em cada folha, escrevemos canções. (bis) E se um dia voltarmos a nos ver, Seja em sonhos ou no amanhecer, Lembre-se, Ana, do amor que plantamos, Nas 42 primaveras que juntos amamos.

