
(Abertura) Ainda nem clareou, eu tô sozinho no balcão Com a saudade batendo forte no peito (Intro) (violão entrando, sanfona de leve) Mandei um “eu te amo” no zap, você veio com “que pena” E eu fiquei rindo de nervoso, olhando a tela acesa (Pré-verso) Que pena você não tá aqui do meu lado Pra encostar no meu ombro e fazer tudo ficar mais leve Que pena você não sobe na garupa do meu cavalo Quando eu passo na rua, o povo até já percebe (Verso) Eu lembro quando a gente se encontrou na festa da cidade Eu sem casa, sem fazenda, sem grana no bolso Mesmo assim, fui lá, falei com seu pai de verdade Pra pedir tua mão, bem na cara e na coragem, no rosto Ele olhou pra mim de cima a baixo, sem sorrir Disse que vaqueiro não servia pra você Mas eu já tava ali pra ficar, pra insistir Porque teu jeito me ganhou antes de eu entender (Pré-refrão) E hoje eu volto pra esse bar sem te esquecer Com a fivela brilhando e o chapéu na cadeira Se o mundo fecha a porteira, eu vou abrir pra você Meu amor tem poeira, mas não tem brincadeira (Refrão) Vem, amor, vem pro seu vaqueiro Pra gente se amar sem pressa o dia inteiro Vem, amor, vem pro seu parceiro Que com você do lado o resto eu encaro primeiro (Bridge) (seção mais aberta, voz mais perto, bateria baixa) Se o teu pai ainda torce o nariz quando eu chego Deixa ele falar, eu já sei quem eu sou Eu não tenho palácio, mas tenho apreço E um coração teimando no mesmo compasso, no mesmo tom (Outro) Então vem sem medo, encosta em mim de novo Sobe na garupa, deixa a cidade pra trás Eu sigo cantando baixo, bem no meu jeito bobo Se for pra ser nós dois, eu quero sempre mais (End) (última subida, final segurado) Vem, amor, vem pro seu vaqueiro Pra gente se amar sem pressa o dia inteiro Vem, amor, vem pro seu parceiro E faz desse caminho a nossa estrada primeiro

