
ZAMIGOS DA BAVARIA (MALEMBE DO CORAÇÃO)
(Intro – viola lenta + dikanza suave + flauta chorada) Hummm… ehhh malembe… Cunene chama… no som da viola… Bavaria vibra… quando a dikanza toca… Tio To… e Tia Linda no passo firme no chão… Com a dama nos braços… bate o coração… ⸻ (Verso 1) Não é só dança… é sentimento… É a vida que gira… no mesmo momento… Sem precisar falar… nós nos entendemos… No compasso do semba… tudo vivemos… Carrego o mundo no peito… sem reclamar… No silêncio da vida… aprendi a falar… Bavaria escola… onde tudo começou… Entre risos e sonhos… o tempo ficou… ⸻ (Refrão) Eh malembe ehh… no batuque da vida… deixa levar… Eh malembe ehh… sente só… semba no corpo… amor em nós… ⸻ (Verso 2) Hoje cada um segue o seu caminho… Mas na pista voltamos… nunca sozinho… Ohh Zamigos… candengues da Bavaria… Nossa história é vida… nunca foi falha… Paulo Camuluxo… puxa o pé com fé… Joel entra na roda… Zeca entra também… E a vida lá fora… que espere a nossa paz… Aqui dentro do semba… somos iguais… ⸻ (Ponte) Eh ehh malembe… não corre não… Semba é sentir… vem com o coração… ⸻ (Verso 3) Macano na roda… chama o Fedinho… No meio da festa… ninguém tá sozinho… Problemas lá fora… ficaram pra trás… Aqui só existe… amor e paz… Abigail Vera Cruz… sorriso no rosto… Isaías Abrantes… respeito no posto… Mas na pista é igual… ninguém é maior… No semba somos todos… feitos de amor… Paulão na estrada… fé bem guardada… Osvaldo Negrão… mente preparada… Freddy Jorge firme… irmão de jornada… Gildo Boy sempre… linha avançada… ⸻ (Refrão – mais emocional) Eh malembe ehh… podem até partir… Mas dentro do peito… vão sempre existir… ⸻ (Verso 4 – mais pesado, saudade real) DJ Buba nas teclas… som a subir… Mas o peso da vida… ninguém viu cair… Cunene nos fez… crescer na dor… Entre luta e esperança… nasceu o amor… Tio To João… base da união… Sorriso na cara… força no coração… Pedaços de mim… ficaram por lá… Na Bavaria eterna… que não vai passar… ⸻ (Verso 5 – dor profunda) Oh malembe… coração tá a doer… A vida bateu… mas eu tive que viver… Na poeira da vida… perdemos o chefe… Na reza encontrei… força que cresce… Bavaria… luz na escuridão… Pedimos força… na mesma oração… Risos que o tempo levou sem avisar… A vida cobra… sem perguntar… Cada passo é luta… cada queda é chão… Mas cada vitória… vem do coração… Jorge Kanjambwena… sorriso na multidão… Mas por dentro… silêncio e solidão… ⸻ (Verso Final – muito íntimo) Se o tempo voltasse… eu abraçava mais… Hoje só restam memórias e sinais… Amigos que a vida levou de mim… Mas vivem comigo… até ao fim… ⸻ (Refrão Final – explosão emocional) Ohhh malembe ehh… eu continuo aqui… Com os que foram embora… dentro de mim… Ohhh malembe ehh… não vou esquecer… Zamigos da Bavaria… até morrer… ⸻ (Outro – MUITO IMPORTANTE PARA SUNO – final fechado) (voz falada, lenta, com eco) Bavaria… Não é só lugar… É vida… É alma… É família… Zamigos… VOCÊS VIVEM EM MIM… PARA SEMPRE… (sax chora… flauta responde… dikanza desacelera… silêncio final limpo)

