
Besouro Mangangá (PT-BR)
📜🖋️🎙️📜🖋️🎙️📜🖋️🎙️📜🖋️🎙️📜🖋️🎙️📜🖋️🎙️📜🖋️🎙️ Conheça L.O.K.I. — A Voz Poética do Trap Conceitual. L.O.K.I. transforma o trap em literatura. Suas letras são crônicas da alma moderna, explorando a complexidade das emoções humanas com uma honestidade brutal e uma caneta afiada. Das sombras da história aos dilemas da humanidade, suas músicas são um convite à reflexão. Se você busca um som que desafia a mente e toca a alma, encontrou seu artista. Olhe sua playlist e ouça as historias que precisam ser contadas: https://suno.com/playlist/00501996-cd7d-45fa-89c2-a2ce15a76397 📜🖋️🎙️📜🖋️🎙️📜🖋️🎙️📜🖋️🎙️📜🖋️🎙️📜🖋️🎙️📜🖋️🎙️ [Introduction to capoeira with berimbau "tic-tudum, tic-tudum, turik-tic, turik-tudum"] [Verso 1] É nesse zum, zum,zum que nessa brincadeira vou entrar , satisfação, meu nome é Besouro Mangangá, (Etâ Mangangã~) Nessa roda, meu parceiro, minha história eu vou contar Nasci no Recôncavo, de mãe preta e noite cheia de luar (Etâ Mangangã) Meu corpo era fechado, mas com alma sem cadeia, Quem me guarda é Xangô, quem me sopra é Iansã na veia. (Etâ Mangangã) Capoeira foi meu grito, minha reza, meu fuzil, Com ela eu voei mais alto pelos becos desse Brasil. (É Mangangã!) E quando ouvia branco me dizer “fica no chão, crioulo”, Eu respondia com meu gingado: “Eu nasci livre e sem dono, seu caboclo.” [Bridge] Calma, preto precipitado, cê ta muito zangado O corpo é que tá livre, mas o coração ainda ta revoltado, O~lê-lê (Calma preto precipitado, cê ta muito zangado O corpo que anda livre, mas o espírito ainda tâ enjaulado, O~lá-lá) [Pre-Chorus] Voando é voadora Morcego vai, morcego vôa Lapada no meio dos peito, é bença? ~Deus que te perdoa. (voando é voadora Morcego vai, morcego vôa Lapada no meio dos peito, é bença? ~Deus que te perdoa.) [Chorus] Meia lua, queixada, na minha gingada num brinca não! Dou a rasteira, até martelo, minha armada é furacão! (Meia lua, queixada, na minha gingada num brinca não! Dou a rasteira, até martelo, minha armada é furacão!) Besouro Mangangã, não baixa a cabeça, não fica no chão! Quem nasceu pra voar no vento, vai suceder com pés e as mãos. (Besouro Mangangã, não baixa a cabeça, não fica no chão! Quem nasceu pra voar no vento, vai suceder com pés e as mãos.) [Verse] Ainda falam da liberdade, mas nós censuram no silêncio, Transformam nossa revolta em meme, mas nossa fé é movimento. E povo passa fome, mas tem a selfie com o político, o pobre ainda crê que é cívico ser cínico. (Oh, mangangã!) Ministro fala bonito, e deputado sorri para a câmera, (Yah!) E o povo que tá na fila -Sente a pressão,essa é a dinâmica. (Uh!) Trocam Deus por hashtag, a cruz pela campanha, (Yah!) bala perdida,caça, se encontra quem apanha. (Uh!) Querem o preto calado, o artista neutro,e um pais sem erro Grito silenciado, mais trabalhadores,sem tumulto no enterro. Mas se é pra morrer em vão, que seja rimando alto, Porque Besouro reencarna no verbo e no asfalto. [Bridge] Hoje o “paz e amor” é de terno importado, E a mão que aplaude é a mesma que tem fardo. A escola ensina, mas quem aprende é a mente, Dizem “ordem e progresso”, mas ainda temos correntes. A favela não quer esmola, ela quer espaço, Quer voz no mundo, quer ter chance no palco. E mesmo se o microfone falha, o grito sobe, A dor da rima, vira, mira e atira em sorrisinho esnobe. [Pre-Chorus] Quem promete a cura sempre vende remédio caro, Mas quem falava com amor, tem espírito elevado. O pobre trabalha e reza, O rico curte e adormece Mas o santo maior mora da favela, onde a esperança resplandece. (Oh mangangã!) [Chorus] Meu verso é navalha, na minha quebrada tu não peita não! Dias luta e de glória, que se faz lenda como inspiração! (Meu verso é navalha, na minha quebrada tu não peita não Dias luta e de glória, que se faz lenda como inspiração!) Quem nasceu pra voar no vento, nunca vai ficar no chão! Foi besouro que me ensinou a me rebelar, usando meu coração! (Quem nasceu pra voar no vento, nunca vai ficar no chão! Foi besouro que me ensinou a me rebelar, usando meu coração! ) [Another Ending – distorted voice / as if it were a Beetle spirit speaking] “A história do Besouro ainda não morreu: Ele vive na nossa revolta, na luta diária das ruas que percorreu.”


