
[Intro: Dust vinyl crackle, a single detuned Rhodes chord ringing. Acoustic fingerpicked guitar enters, identical to Part 1, but slowed down. 92 BPM] (Som de um isqueiro riscando. Uma exalação pesada, fumaça no microfone) Lembra daquela praia?... Daquele Castelo de areia?... Pois é... A maré subiu. [Verse 1: Low baritone vocal, close-mic intimacy, heavy vocal fry] Você achou que eu ia passar a vida catando os restos do chão, Chorando o entulho de um castelo que ruiu na tua mão. Deixei a água levar a maquete da tua hipocrisia, A farsa de plástico que você sustentava e vendia. Eu era o rascunho de um plano que você sabotou... Mas o engenheiro voltou e a temporada de desculpas acabou. [Pre-Chorus: Heavy Fuzz Bass entra rasgando as frequências baixas. Cordas staccato começam a tensionar] Me pediu firmeza enquanto cavava o meu poço, Parceiro, a tua especulação afetiva me deu nojo. Meus olhos entregam a fadiga de material que cê tentou esconder: O teu castelo era frágil... e eu cansei de me conter. [Chorus: MASSIVE GRUNGE EXPLOSION! Drums hit like hammers, massive vocal layers, aggressive belting] A areia voou, mas o cimento secou, caralho! Dinamitei a fresta onde você mantinha o meu retalho! Não sou o herói que a tua heteronorma desenhou, Sou o monólito de ferro que o teu inferno forjou! Tô cansado de bater a laje pro teu ego egoísta, Engole o concreto lírico da minha revanche estética! A fundação agora é minha... e você virou entulho na pista! [Verse 2: Drums stop. Just a heavy distorted sub-bass pulse and snapping fingers. laid-back R&B flow] Tem gente que planta o mofo e jura que é jardim. Virei assaltante da paz que você roubou de mim. As marcas na pele não são rastro de submissão, São as fôrmas de concreto da minha emancipação. É foda ser o mestre de obras de um peito rasgado, Mas ver o teu império de mentiras ruir... foi o meu feriado. [Bridge: Cut all instruments. Absolute silence. Only a dry room echo and a cynical ASMR whisper] Eu passei o trator na nossa antiga calçada. Deixei o teu nome rabiscado na viga condenada. O VIP foi revogado, o alvará caiu... E a goteira do meu choro? (Risada curta, seca, debochada) A porra do exaustor sumiu. [Chorus Final: FULL WALL OF SOUND! Massive orchestra meets heavy distorted guitars, gospel choir backing] A areia voou, mas o cimento secou, caralho! Dinamitei a fresta onde você mantinha o meu retalho! Não sou o herói que a sua kitnet moral desenhou, Sou o monólito de ferro que o teu inferno forjou! Tô cansado de bater a laje pro teu ego egoísta, Engole o concreto lírico da minha revanche estética! A fundação agora é minha... E a entrega das chaves é minha! [Outro: Fast tempo slowing down. Grand piano chord rings into infinity with a slapback delay] (Voz falada, mansa, em megafone) A vistoria passou, playboy. O teu habite-se foi negado. Cimento seca... e a alma vira rocha. [SFX: Sound of a heavy steel door slamming shut. Iron lock clicks twice. Total room silence] [End]

