(estrofe) Entre risos prontos e aplausos vazios, aprendi o custo de fingir claridade, a mentira doce cobra juros tardios e deixa no peito um resto de saudade. (estrofe) Havia sorrisos treinados no espelho, promessas leves que o vento desfez, mas o coração, cansado do conselho, pedia verdade ao invés de talvez. (estrofe) Quando a dor batia, eu a maquiava, chamando de festa o que era pressão, mas a alma sabe: alegria não se forjava, nasce do encontro com a própria razão. (refrão) Recuso a mentira feliz, confortável, escolho a alegria honesta, real, verdade pode doer, é notável, mas só ela sustenta um riso leal. (estrofe) A alegria honesta não grita vitória, ela caminha firme, sem se vender, é feita de chão, memória e história, de cair consciente e ainda crer. (estrofe) Não é euforia comprada em vitrine, nem palco iluminado sem bastidor, é pão repartido na mesa simples, é paz possível apesar da dor. (estrofe) Quando digo não ao brilho mentido, digo sim ao tempo de me escutar, o coração, enfim descomprimido, aprende a sorrir sem se quebrar. (refrão) Recuso a mentira feliz, confortável, escolho a alegria honesta, real, verdade pode doer, é notável, mas só ela sustenta um riso leal. (estrofe) Ser alegre é um ato de coragem, não fuga, não máscara social, é encarar a própria paisagem e chamá-la de casa, no final. (estrofe) A verdade não rouba minha leveza, ela limpa o chão pra eu dançar, tristeza não é falta de grandeza, é parte humana de existir e amar. (ponte) Quantas vezes neguei minha alegria, por medo, cansaço ou adaptação, fechei a janela em pleno dia e chamei sobrevivência de solução. (refrão) Recuso a mentira feliz, confortável, escolho a alegria honesta, real, verdade pode doer, é notável, mas só ela sustenta um riso leal. (refrão final) Hoje eu me amo, sem condição, decido ser alegre com o que sou, há dias de sol e dias de chão, mas meu riso agora é meu, e ficou.