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Terceira Carta: Quase Nós

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V5.5

[Intro – violão simples + som de rio correndo + respiração leve] Eu nem sei como começar isso… mas eu precisava escrever [Verso 1 – como leitura de carta, voz íntima] Eu fiquei pensando na gente… ou no que a gente quase foi E é estranho como o “quase” às vezes pesa mais que o depois Porque não teve briga não teve fim, nem explicação Só um monte de coisa bonita que nunca saiu da intenção [Interlúdio – violão + água, vocal masculino “hmm” bem suave] [Verso 2] Eu tentei fingir que era pouco que era coisa da minha cabeça Mas por que você me olhava assim… como se também sentisse essa pressa? De acontecer alguma coisa que a gente nunca deixou nascer Como se o tempo tivesse esperando… mas a gente não soube correr [Pré-Refrão – levemente mais emocional] E agora eu fico aqui com tudo que não aconteceu Tentando entender por que parecia que era eu… e você [Refrão – ainda íntimo, sem explodir, mais sentido] A gente foi um “quase nós” um quase toque, um quase voz Um quase tudo que eu quis viver mas nunca chegou a ser E eu não sei se você sente ou se já esqueceu depois Mas ficou em mim… esse quase nós [Pós-Refrão – vocal masculino suave acompanhando] (hmm… quase nós…) [Verso 3 – mais vulnerável] Eu escrevi seu nome hoje sem perceber o que eu fazia E apaguei logo em seguida… como se isso resolvesse o que eu sentia E talvez eu esteja exagerando ou criando algo maior Mas se não era nada… por que ainda dói assim, tão forte, aqui dentro? [Ponte – quase sussurro, som do rio mais evidente] Eu acho que o pior não é perder é nunca ter tido de verdade É carregar um sentimento inteiro que ficou pela metade [Refrão Final – mais intenso emocionalmente, mas ainda minimalista] A gente foi um “quase nós” um quase amor, um quase “só” Um quase mundo que eu vi nascer e aprendi a esconder E se você nunca sentiu… então fui só eu depois Mas mesmo assim… eu vivi por nós dois [Outro – violão desacelerando + água + respiração] Essa é uma carta que eu nunca vou te enviar… mas precisava existir em algum lugar