[Verse 1] Preá é um bicho que no bicho não dá Não é um rato do mato É um cabra safado cheio de agá Nasceu no agreste, no sertão do Ceará Num lugar feio da peste que dói só de pensar [Verse 2] A sua infância foi sofrida e muito dura Criado com amargura, farinha e rapadura Saiu de lá com fama de vagabundo Embarcou num pau de arara., sem rumo caiu no mundo [Verse 3] E hoje em dia, veja quanta hipocrisia Esse sujeito, não tem jeito, diz se filho de prefeito Que em fortaleza, tem fazenda, tem riqueza E que conhece esse mundão, viajando de avião [Verse 4] Quem não conhece, pode até acreditar Mas na verdade ele padece, pra um trocado arrumar Sujeito trouxa, Sem moral e lingua frouxa Que mora na favela e tem fama de tagarela Bebe cachaça, escreve o jogo e nunca passa Dá em cima da vizinha, com conversa e ladainha Vive devendo, pelos cantos se escondendo Escorrega e sai correndo, quando alguém vem lhe cobrar [Verse 5] Esse rapaz não tem conserto É um caso sério E se não criar juízo Vai acabar no cemitério