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DEUS QUE ACEITA VIOLÊNCIA RITUAL

(ESTROFE 1) Um pacto escrito na carne ferida, sinal gravado à lâmina e dor, como se o céu pedisse sangue e corte para provar obediência e temor. (ESTROFE 2) O corpo vira altar de sacrifício, a infância aprende cedo a sangrar, a fé se confunde com submissão física, e o rito passa a mandar amar. (ESTROFE 3) Mas o Cristo toca sem ferir, não marca a pele, chama a viver, rompe alianças feitas à força e ensina o coração a renascer. (REFRÃO) Perdão, Senhor, não és o Jeová, que exige dor para reconhecer, teu Reino não se escreve em cortes, mas no amor que insiste em crescer. (ESTROFE 4) Onde a faca manda, o medo governa, o corpo é moeda diante do céu, mas Jesus devolve dignidade ao corpo cansado, frágil, fiel. (ESTROFE 5) Ele prefere mãos abertas, não sangue derramado em nome da fé, troca o ferro frio da tradição pelo sopro vivo do que é. (ESTROFE 6) A lei que fere tenta domar Deus, como se Ele exigisse pagamento, mas o Filho revela um Pai que liberta sem mutilamento. (REFRÃO) Perdão, Senhor, não és o Jeová, do rito imposto e da dor normal, teu chamado atravessa a alma, não violenta o corpo mortal. (ESTROFE 7) O sinal agora é invisível, feito em escolhas, não em cicatriz, é no perdão vivido em segredo que teu Reino se diz. (ESTROFE 8) Onde antes havia corte e prova, surge a graça sem condição, Jesus desfaz o culto da dor e planta vida no coração. (PONTE) Quanto lutei para unir teus rostos, justificando lâmina e altar, chamei de mistério o que era medo, e de obediência o que fazia sangrar. (REFRÃO) Perdão, Senhor, não és o Jeová, da violência ritual sagrada, em ti não há pacto de dor, há vida livre, restaurada. (REFRÃO FINAL) Hoje descanso em Jesus, Deus-amor, inteiro, sem cortes, sem temor, pois nunca, jamais, por razão alguma, serias diferente conosco, Senhor.