
(estrofe 1) Curtindo a natureza sinto o tempo respirar, O vento suave vem no rosto me tocar. E no chão úmido da manhã ligeira, Brota um segredo em forma de primavera. (estrofe 2) A flor que desabrocha não pede atenção, Nasce discreta, inteira, feita de canção. É poesia que o silêncio sabe escrever, É vida surgindo no simples ato de nascer. (estrofe 3) Ela abre as pétalas como quem ora, Sem pressa alguma, sem precisar de hora. Seu perfume acende a alma que vê, Que a beleza existe mesmo sem querer. (refrão) Flor que desabrocha em silêncio profundo, Transforma em encanto cada canto do mundo. Com leveza ensina, sem jamais falar, Que o belo é força que sabe esperar. (estrofe 4) A natureza dança ao redor desse brilho, Cigarras, pássaros, cada canto em tom de trilho. Pois a flor, mesmo frágil, é chama que aquece, E no campo inteiro sua presença enaltece. (estrofe 5) No orvalho repousa sua luz pequena, Que cresce ao sol, suave, serena. E cada pétala aberta em calma oração, Carrega o sussurro da criação. (refrão) Flor que desabrocha em silêncio profundo, Transforma em encanto cada canto do mundo. Com leveza ensina, sem jamais falar, Que o belo é força que sabe esperar. (estrofe 6) Curtindo a natureza aprendo devagar, Que tudo floresce no seu próprio caminhar. Nenhum broto apressa o destino que tem, A vida é solo fértil que sempre vai além. (estrofe 7) E assim a flor desabrocha outra vez, Mostrando que a beleza nasce pelo viés. Entre silêncio, ternura e gratidão, Ela colore o mundo e acalma o coração. (refrão) Flor que desabrocha em silêncio profundo, Transforma em encanto cada canto do mundo. Com leveza ensina, sem jamais falar, Que o belo é força que sabe esperar.

