(estrofe 1) Depois de longos dias sobre a imensidão, avistei ao longe sinais de acolhimento e mão, não eram apenas praias diante do mar, mas lugares onde a alma podia repousar. (estrofe 2) Havia luzes brilhando no entardecer, como promessas convidando a renascer, e cada clarão surgido na amplidão, fortalecia a coragem do coração. (estrofe 3) Encontrei rostos marcados por bondade, capazes de oferecer escuta e amizade, e descobri que certos encontros na vida, são abrigo seguro em qualquer partida. (estrofe 4) As águas tranquilas daquele ancoradouro, valiam mais que qualquer tesouro, pois devolviam ao viajante cansado, o ânimo que parecia apagado. (refrão) Portos da esperança me fazem renovar, as forças necessárias para continuar, são lugares e pessoas a iluminar, a jornada daqueles que insistem em navegar. (estrofe 5) Ouvi histórias contadas ao redor da mesa, misturando experiência, afeto e beleza, e cada palavra lançada com verdade, alimentava minha serenidade. (estrofe 6) Vi jardins florescendo junto ao cais, lembrando que a vida sempre oferece mais, mesmo após períodos de solidão, há sementes esperando a estação. (estrofe 7) Alguns portos surgiram em forma de abraço, capazes de restaurar o passo, mostrando que o amor compartilhado, fortalece o espírito fatigado. (refrão) Portos da esperança me fazem renovar, as forças necessárias para continuar, são lugares e pessoas a iluminar, a jornada daqueles que insistem em navegar. (estrofe 8) Outros apareceram como sábios conselhos, refletindo caminhos em antigos espelhos, e ensinaram que crescer na caminhada, também exige uma pausa bem aproveitada. (estrofe 9) As gaivotas dançavam sobre a maré, como quem celebra a permanência da fé, e o vento carregava suave melodia, reacendendo sonhos para um novo dia. (estrofe 10) Parti novamente rumo ao horizonte distante, com o coração mais forte e confiante, pois quem encontra abrigo na travessia, leva consigo renovada energia. (ponte) Lamento os dias em que recusei parar, e não permiti que alguém viesse ajudar, quando ignorei os portos da comunhão, e caminhei sozinho na exaustão. (refrão) Portos da esperança me fazem renovar, as forças necessárias para continuar, são lugares e pessoas a iluminar, a jornada daqueles que insistem em navegar. (refrão final) Hoje eu me amo e escolho sorrir, mesmo quando algumas tristezas insistem em vir, abraço a alegria com sincera gratidão, e faço da esperança minha direção.