Ninguém ligou quando foi o frentista, Ou o caixa do banco, uma profissão à vista. Agora a máquina cria e escreve, tão preciso, E o medo cresce, o chão já não é tão liso. A água tá batendo, é real o temor, Não é só sobre automação, é mais que dor. O que era nobre, agora em questão, Será que uma máquina rouba nossa criação? O orgulho se esvai, quando a IA faz, O que achávamos ser arte, agora em paz. Um modelo rodando num PC, tão sagaz, Cria o que juramos que só a mente faz. Será o fim da poesia, da alma a expressar, Ou uma nova era que precisamos abraçar? O medo é real, mas será que é vão? Quem somos nós diante dessa revolução? A água tá batendo, é real o temor, Não é só sobre automação, é mais que dor. O que era nobre, agora em questão, Será que uma máquina rouba nossa criação?