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🇧🇷 BRAZILIAN CORDEL - Bastião da Curiboca

[Intro] [Instrumental long intro] [Accordion solo] [Verse 1] [Spoken word] Corria um dia tranquilo Na portaria do inferno, Quando surgiu um tumulto Com um grupo bem moderno: Milico, banqueiro e crente, Um pastor incoerente E um capitão sem governo. O diabo na guarita Ticava a maldade alheia: Mentira, ódio, ganância, Rachadinha e cara feia. Quando viu a confusão Soltou um palavrão E chamou reforço na veia. Chegou o tal Capitão, De arminha na mão suada, Rindo feito psicopata Com a claque ensandecida. Falava da milícia, Do Moro, da polícia E da facada fingida. Atrás dele vinha um bando Dos horrores reunidos: Pazuello, Salles, Damares, E ministros falidos. A gritaria era tanta Que até Satanás espanta Com os pastores perdidos. Lucifer fez ligação Pro Supremo lá do céu: “Tem um bicho aqui na porta, Com discurso de tropel. Se diz enviado divino, Mas cheira a desatino E mentiras do Anhangá.” Deus respondeu com pesar: “Tu sabes, meu camarada, Que só entra no teu reino A alma bem enrolada. Esse aí já tá carimbado, Com o inferno bem marcado, Desde a primeira cagada.” Mas o Demo contestava: “Nem eu quero esse estopim! Destrói tudo que encosta, Transforma ouro em capim. Mesmo eu tenho um sistema, E o caos não é meu lema, Prefiro ordem no fim.” Um diabo então sugeriu: “Chama o Lula, lá do norte! Esse tem palavra firme E encara até a morte. Talvez num bom debate Esse Bozo se abata, E nos livre dessa sorte!” Lula topa na hora, Rindo da situação: “Esse aí é só bravata, Se esconde da discussão. Com a verdade nos trilhos, Até os quatro filhos Fogem da televisão!” O capeta anunciou: “Debate é a condição! Se perder, leva a chave, Se vencer, ganha o porão.” Mas o Bozo empalidece, Cala, some, desaparece Numa nuvem de ilusão. O inferno comemora, Fecham logo o portão. E o destino do malandro Que fugiu da decisão? Não foi pro céu nem pro além, Se alguém pergunta: “E ele, hein?” Saiba: ficou no Brasil. [Accordion solo] [Instrumental long outro] [Outro] [End]