Song Cover Image

Do Pão à Espada

V5.5

Quando a era dos Piastas chegava ao fim, Uma nova história começava enfim. Entre campos e brumas, no norte da terra, Um homem encontrou seu destino em Żnin. Nas Pałuki, onde o trigo brilhava ao sol, Havia um forno aceso, quente como o dia. O pai era padeiro, homem de fé e labor, E fazia do trigo alimento e alegria. Mas o filho olhava além daquele forno, Sonhava com estradas, queria partir. Enquanto o pai moldava o pão com suas mãos, Outro destino o chamava a seguir. Ê, ê, Piekarzewicz! Do pão à espada, fez sua decisão! Ê, ê, Piekarzewicz! Levou seu nome e seguiu seu coração! Pão sobre a mesa, fogo no forno, Aço brilhando sob o céu sem fim. O pai guardou o fogo da velha casa, E o filho partiu para escrever seu destino. Em Żnin, o pão era orgulho da casa, Dourado e macio, saído do forno. Piekarz era o ofício do seu pai, E o filho recebeu seu próprio nome. Entre os homens, um novo nome surgiu, Ligado ao ofício que o pai exercia: Piekarzewicz — filho do padeiro, Nome que com ele para longe partiria. “Meu filho, o pão sustenta nossa gente.” Mas havia outro fogo dentro de sua mente. O pai compreendeu, mesmo com o peito apertado, E deu-lhe a espada, com sua bênção ao lado. Ê, ê, Piekarzewicz! Do pão à espada, fez sua decisão! Ê, ê, Piekarzewicz! Levou seu nome e seguiu seu coração! Pão sobre a mesa, fogo no forno, Aço brilhando sob o céu sem fim. O pai guardou o fogo da velha casa, E o filho partiu para escrever seu destino. Não era desprezo pelo pão de seu pai, Nem esquecimento da casa que deixava atrás. Levava no peito o calor daquele lar E nas mãos a coragem para caminhar. Ê, ê, Piekarzewicz! Do pão à espada, o caminho começou! Ê, ê, Piekarzewicz! De Żnin para o mundo, seu nome caminhou! Pão sobre a mesa, fogo no forno, Aço brilhando sob o céu sem fim. O pai guardou o fogo da velha casa, E o filho partiu — mas o nome ficou.