
(Estrofe 1) És pássaro de luz, livre e certeira, Desenhas esperança no céu da espera, Em cada batida, acendes a beira De um mundo cansado que em ti reespera. (Estrofe 2) Criança ou anciã, tu és aurora, Brilho sereno, que nunca demora, Na pele o tempo dança e decora Teu rastro suave, que tudo melhora. (Estrofe 3) Tuas asas tocam o invisível chão, Guiam o perdido com doce intuição, Fazes da dor uma nova canção, Com tua leveza, renasce o perdão. (Refrão) Louvado seja Deus, em Sua arte tamanha, Que moldou a mulher com alma tamanha: Força e ternura num só coração, Milagre que pulsa em constante criação. (Estrofe 4) És sopro de vida nos campos em flor, Rega os espinhos com o teu amor, Ergue as raízes com puro fervor, E ensina o céu a ter mais cor. (Estrofe 5) Em tua liberdade há pontes abertas, Passagens de luz em noites desertas, Desvendas verdades antes cobertas E libertas memórias que estavam incertas. (Estrofe 6) És chama discreta, mas nunca pequena, És porto seguro, és flor sem algema, Teu passo firme traz paz ao dilema, Fazes do tempo uma leve poema. (Refrão) Louvado seja Deus, em Sua arte tamanha, Que moldou a mulher com alma tamanha: Força e ternura num só coração, Milagre que pulsa em constante criação. (Estrofe 7) Das matas aos mares, tudo te canta, Cada estação ao teu toque encanta, És ventre do mundo, que nunca se espanta, Mesmo ferida, tua alma levanta. (Estrofe 8) És guia dos dias e noites incertas, Com mãos invisíveis, abres as portas certas, Tua presença é farol nas horas abertas, Tua ausência, saudade nas janelas abertas. (Ponte) A ti, mulher, que moldou minha jornada, Em cada conselho, presença sagrada, A ti que me ergueu, mesmo silenciada, Gratidão eterna por tua estrada. (Refrão) Louvado seja Deus, em Sua arte tamanha, Que moldou a mulher com alma tamanha: Força e ternura num só coração, Milagre que pulsa em constante criação. (Refrão Final) Obrigado, mulher, por seres divina, Mesmo em dor, teu amor ilumina. És luz de Deus nesta dura rotina, Com tua essência, a vida se afina.

