(estrofe) Aprendi a olhar sem pedra na mão, a ver história onde antes vi erro, o mundo muda de inclinação quando o cuidado ajusta o meu eixo interno. (estrofe) O amor não apaga o que está quebrado, mas revela onde tocar com atenção, ele não finge o mal constatado, apenas escolhe outra direção. (estrofe) Quando o cuidado vira meu ponto de vista, a pressa perde o tom agressor, o outro deixa de ser estatística, e passa a ser humano com dor. (refrão) Eu escolho ver com amor consciente, não como fuga, mas decisão, minha alegria nasce diferente quando o cuidado vira visão. (estrofe) A lente do amor não distorce a cena, ela aproxima o que eu evitava, mostra que toda vida é arena onde alguém luta enquanto caminhava. (estrofe) Nem tudo se resolve com abraço, nem toda ferida pede palavra, às vezes o amor é só espaço pra dor existir sem ser agravada. (estrofe) Ser alegre assim é compromisso, não um sorriso automático e vão, é sustentar ternura no aviso de que o mundo falha, e eu também não sou exceção. (refrão) Eu escolho ver com amor consciente, não como fuga, mas decisão, minha alegria nasce diferente quando o cuidado vira visão. (estrofe) O amor como lente me ensinou que julgar rápido empobrece o olhar, quem cuida mais fundo enxergou que entender também é amar. (estrofe) Minha alegria amadurece quando aceito que nem sempre vou concordar, mas posso escolher o respeito como forma justa de olhar. (ponte) Quantas vezes deixei a alegria, por cansar de cuidar sem retorno, fechei os olhos, perdi a poesia, e endureci meu olhar em torno. (refrão) Eu escolho ver com amor consciente, não como fuga, mas decisão, minha alegria nasce diferente quando o cuidado vira visão. (refrão final) Hoje eu me amo e escolho a alegria, olhando o mundo com compaixão, sei que a tristeza às vezes me visita, mas não governa mais minha visão.