Sempre que me perco,
percebo que é hora de parar.
Refaço o caminho
e encerro a jornada
com o cuidado de quem acolhe
o que cada queda ensinou. Transformo o que
me paralisou,
me desorganizou,
me agoniou
e desviou meus passos. Então ergo os olhos,
vejo o horizonte
e reconheço a luz. 
Um novo caminho se abre,
e eu me permito
um novo começo:
sem culpas, sem arrependimentos,
apenas transmutando e agradecendo
o ganho de consciência. Porque é na travessia
que se aprende a renascer. Todos querem voar,
mas poucos se arriscam à montanha:
expandir a consciência,
confiar nas próprias asas
sem perder a fé. Às vezes é preciso despir-se
de velhas peles
para vestir novos sentidos.
Assim acontece a vida:
num eterno movimento
do fim ao recomeço.