
Sempre que me perco, percebo que é hora de parar. Refaço o caminho e encerro a jornada com o cuidado de quem acolhe o que cada queda ensinou. Transformo o que me paralisou, me desorganizou, me agoniou e desviou meus passos. Então ergo os olhos, vejo o horizonte e reconheço a luz. Um novo caminho se abre, e eu me permito um novo começo: sem culpas, sem arrependimentos, apenas transmutando e agradecendo o ganho de consciência. Porque é na travessia que se aprende a renascer. Todos querem voar, mas poucos se arriscam à montanha: expandir a consciência, confiar nas próprias asas sem perder a fé. Às vezes é preciso despir-se de velhas peles para vestir novos sentidos. Assim acontece a vida: num eterno movimento do fim ao recomeço.

