[INTRO — DRY FEMALE TAG / DEAD CENTER] Luna. Porta fecha, salto no chão, luz vermelha corta o salão. Martini frio, gelo no cristal, te vejo olhando — disfarça mal. Passo por você, sigo normal, você acompanha, quase casual. Sento na mesa, cruzo as pernas, você pergunta: “Vai ficar?” Talvez… se você ficar também. Você chega perto, eu deixo você vir. ] Vem, mas vem devagar, eu quero sentir. Você sabe onde me encontrar, não precisa insistir. Vem, chega mais, não quebra o clima. Você veio até aqui, então fica por cima. Vem… vem… Left… right… Mais perto… mais longe… Fumaça dança sobre a mesa, teu olhar perde a defesa. Você fala, eu rio baixo, deixo a frase no espaço. Tua mão chega perto da minha, eu não tiro — deixo ficar. A batida muda de linha, você sabe que eu vou dançar. Levanto antes do refrão, pego o copo, viro o salão. Olho por cima do ombro, você vem na direção. Não pergunta. Só vem. Eu tô indo… você vem também. Vem, mas vem devagar, eu quero sentir. Você sabe onde me encontrar, não precisa insistir. Vem, chega mais, não quebra o clima. Você veio até aqui, então fica por cima. Para. Olha. Agora chega. Mais perto. Isso. Vem devagar, eu quero sentir. Você sabe onde me encontrar, não precisa insistir. A noite gira, a fumaça sobe. Você chega perto… e eu deixo. Luna… Fade to silence.