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Arencio e Arencia

[Verse 1] No vale onde a água dorme Eu ouvi-vos chamar Arencio na corrente Arencia no semear Nas margens da primeira manhã O barro ganhou pulso E no toque das vossas mãos Nasceu o pão do sulco [Pre-Chorus] Erguei a palma do rio Dai ventre à terra nua Que a chuva saiba o caminho E a seara cresça sua [Chorus] Arencio, água viva Arencia, flor de chão Vinde à nossa aldeia Trazei bênção à colheita Arencio, água viva Arencia, flor de chão No vosso nome antigo Canta a nossa devoção [Verse 2] Quando a fonte se abriu Ficou tudo em claridade As mulheres foram espigas Os homens, raiz na idade E no lume do inverno frio Vós fostes leite e rede A mão que afaga a enxada A sede que nunca cede [Pre-Chorus] Erguei a palma do rio Dai ventre à terra nua Que a chuva saiba o caminho E a seara cresça sua [Chorus] Arencio, água viva Arencia, flor de chão Vinde à nossa aldeia Trazei bênção à colheita Arencio, água viva Arencia, flor de chão No vosso nome antigo Canta a nossa devoção [Bridge] Na pedra molhada do monte Escrevemos o vosso sinal Uma gota abre o destino Um grão chama o cereal Se a seca fecha os lábios Vós abris o coração E a noite entrega sementes Ao milagre da estação [Final Chorus] Arencio, água viva Arencia, flor de chão Vinde à nossa aldeia Trazei bênção à colheita Arencio, água viva Arencia, flor de chão No vosso nome antigo Canta a nossa devoção