Não há pedido há coerência Não há controle há confiança ativa Não há fuga da sombra há gestação
Não apresso o tempo, deixo ir
O que é meu aprende a florir Silêncio não é ausência de voz
É o universo falando em nós
Quando paro de resistir
Começo, enfim, a existir 
O ciclo se move
Eu confio
Nada peço ao universo
Apenas alinho
Não imploro sinais, nem respostas
Caminho em paz com o que me toca
O ciclo se move
Eu confio 
Há sementes no escuro do chão
Esperando o sim da estação
Nem tudo nasce na luz
As vezes vem do encontro entre sombra e clarão Solto o peso de querer controlar
O que não me cabe segurar
O que vibra em verdade fica
O resto o vento explica 
O ciclo se move
Eu confio
Nada peço ao universo
Apenas alinho
Se o passo é lento, ainda é caminho
Se é noite, ainda é destino
O ciclo se move
Eu confio 
Quando eu deixo de pedir
Eu começo a ouvir
O que é meu não se perde
O que vai, também me serve Sou parte do todo em ação
Sou tempo, pausa e direção 
O ciclo se move
Eu confio
Nada peço ao universo
Apenas alinho
Vivo em acordo com a vida
Sem pressa, sem dívida
O ciclo se move
Eu confio