(estrofe 1) Quando o Mestre andou pelas ruas da nação, não trouxe espadas nem coroas à mão; trouxe um olhar que sabia acolher, fazendo o cansado de novo viver. (estrofe 2) Os muros erguidos por longa tradição, caíam diante de sua compaixão; como a chuva que abraça o chão ressequido, seu amor devolvia esperança ao ferido. (estrofe 3) Sentou-se à mesa dos que ninguém queria, levando perdão onde faltava alegria; não perguntou primeiro de onde alguém vinha, mas abriu para todos a mesma cozinha. (estrofe 4) A mão estendida venceu a exclusão, o abraço rompeu toda separação; e a fé encontrou novo sentido e luz, nos passos serenos de Jesus. (refrão) Jesus desarmou a religião, plantando o amor em cada coração; onde havia orgulho, nasceu compaixão, e a graça venceu toda condenação. (estrofe 5) Como pastor que procura a ovelha perdida, fez da misericórdia o centro da vida; não mediu pessoas pela posição, mas pela sede de transformação. (estrofe 6) Quando a regra impedia o bem florescer, o Mestre escolhia primeiro socorrer; como fonte vencendo a pedra do chão, a bondade rompia toda imposição. (estrofe 7) Seu Reino não nasceu da força do poder, mas do humilde desejo de servir e crescer; quem buscava os primeiros lugares de honra, aprendia que o maior é quem mais se entrega. (refrão) Jesus desarmou a religião, plantando o amor em cada coração; onde havia orgulho, nasceu compaixão, e a graça venceu toda condenação. (estrofe 8) Como a luz atravessa a vidraça sem ferir, o Evangelho convida sem jamais constrangir; não aprisiona consciências no temor, mas desperta a liberdade do amor. (estrofe 9) A fé tornou-se ponte sobre a divisão, e o próximo ganhou nova dimensão; cada gesto de paz, de cuidado e perdão, era um cântico vivo de libertação. (estrofe 10) Cantemos, então, com sincera gratidão, que o Reino floresce na fraternidade e comunhão; e toda religião encontra sua cruz, quando aprende a seguir somente Jesus. (refrão) Jesus desarmou a religião, plantando o amor em cada coração; onde havia orgulho, nasceu compaixão, e a graça venceu toda condenação.