
"Entre o silêncio e a guerra"
[Intro – falado, sombrio, distorcido] Não digo nada. Apenas olho. E eles sentem. Meu silêncio tem cicatrizes, Meu olhar é uma sentença. [Refrão / Hook – lento, pesado] Um olhar basta, não faço teatro, Vi a morte, irmão, sem relato. De pé na névoa, não dançam comigo – Meu rosto diz: cuidado, não siga o caminho. Um olhar basta, não preciso falar, Não sou herói, tampouco criminoso. A vida foi guerra, carrego isso no rosto – Pense bem antes de dizer uma palavra. [Verso 1 – narrativo] Não sou traficante, nem santo, nem rei, Só um fantasma que a dor não fez cair. Estação de trem, fumaça nos lábios, Três hienas me observam... mas não dou um passo. Não falo, não me movimento, só presença, Eles não veem minha história – sentem minha experiência. Meus olhos escaneiam, o medo deles acorda, Sabem que comigo não há segunda chance. [Refrão / Hook – repetir] Um olhar basta, não faço teatro, Vi a morte, irmão, sem relato. De pé na névoa, não dançam comigo – Meu rosto diz: cuidado, não siga o caminho. Um olhar basta, não preciso falar, Não sou herói, tampouco criminoso. A vida foi guerra, carrego isso no rosto – Pense bem antes de dizer uma palavra. [Verso 2 – mais profundo] Nunca quis ser isso, mas o fogo me moldou, De sonhos a cinzas, de amor a rancor. Me curvei mil vezes até me quebrar, Agora tenho aço onde antes sofri. Cada decisão foi uma ferida que abri, Não por mim, mas pelos que amei aqui. Hoje sou sombra com uma missão, Um guardião silencioso, sem redenção. [Outro – falado] Um olhar basta. Mais que isso seria uma ameaça. Quem dança com demônios... ...não precisa de palavras. Só presença. „Um olhar... um olhar basta...“ „Não fale mais, irmão... eu já conheço sua alma.“


