
(estrofe 1) Peço e o céu parece calado, Meu coração fica apertado. Mas no silêncio, começa a brotar, A luz que me leva a me examinar. ... (estrofe 2) Vejo pecados que eu não via, Orgulho que antes me encobria. O “não” de Deus abre clareira, Mostrando minha vida inteira. ... (estrofe 3) O que julgava ser só espera, É mão que poda e que liberta. Ele me chama ao arrependimento, Mais precioso que o atendimento. ... (refrão) Deus não faz tudo o que eu peço, Mas atende o que é oração. Me dá o que enche meu peito Com a paz que buscava em vão. ... (estrofe 4) O “não” que parecia castigo, Era o Pai me chamando ao abrigo. Lá, aprendi a confessar, E meu coração voltou a amar. ... (estrofe 5) No choro, percebo Sua presença, Na falta, encontro a recompensa. E a oração muda de sentido, Agora quer só estar contigo. ... (estrofe 6) Meu pedido foi só um pretexto, Para mostrar o que estava fora do texto. Ele me traz de volta ao caminho, Mesmo que doa o espinho. ... (refrão) Deus não faz tudo o que eu peço, Mas atende o que é oração. Me dá o que enche meu peito Com a paz que buscava em vão. ... (estrofe 7) Se Ele dissesse “sim” de imediato, Meu erro seguiria intacto. Mas o “não” foi doce intervenção, Que gerou no peito contrição. ... (estrofe 8) Hoje entendo o silêncio sagrado, Como amor firme, não rejeitado. Pois me ensinou, sem engano, A voltar para os braços do Pai soberano. ... (ponte) Obrigado, Senhor, por me quebrantar, E a Tua face me fazer buscar. Por negar o que eu não devia querer, E me ensinar de novo a viver. ... (refrão) Deus não faz tudo o que eu peço, Mas atende o que é oração. Me dá o que enche meu peito Com a paz que buscava em vão. ... (refrão final) Assim também faz com cada pessoa, Pois ama com graça pura e boa. Não dá o que possa alguém corromper, Mas o que a muitos vai enriquecer.

