
Ninguém nunca Nos ensinou O COMO COMO VIVER NO RIDÍCULO Quiseram-nos sim ensinar o como nos vender O Como nos vender, dia após dia, pela promessa de seguranca Como nos vender, dia após dia, pela promessa de estabilidade De previsibilidade De um futuro melhor De contribuir para a sociedade Como se vida fosse estática, tivesse um guião Ou como se a própria contribuição fosse verdade E fosse para quem dela precisa, de verdade Ninguém nunca Nos ensinou O COMO COMO VIVER NO RIDÍCULO Quiseram-nos sim ensinar o como O como aprisionar o nosso tempo ao dinheiro Como se alguma vez o tempo tivesse valido dinheiro, Como se alguma vez o dinheiro tivesse valido alguma coisa ou como se o próprio tempo, tivesse valido tempo Ninguém nunca Nos ensinou O COMO COMO VIVER NO RIDÍCULO Porque aqueles que vivem na sua verdade Amam tudo, mesmo parecendo ridículo Dão tudo, mesmo parecendo ridiculo Sofrem tudo, mesmo parecendo ridículo GRAÇAS A DEUS E AO DEUS EM NÓS QUE NÃO CONSEGUIRAM NOS ENSINAR A NOS VENDERMOS NÃO VALE NADA, A FORMA COMO ENSINAM A PROVA DISSO ESTÁ AQUI SOMO NÓS OS QUE NÃO APRENDERAM A SE VENDER Ninguém nunca Nos ensinou O COMO COMO VIVER NO RIDÍCULO Descobrimos, bem dentro do sofrimento, que o nosso valor não tem cabimento nas vossas medições e avaliações Nem nas vossas leis e regras de reis Nem nos factos que passaram a ser fatos, costurados à medida de cada mentira O que, para vocês, é humilhação Para nós é sentimento e verdade O que, para vocês, é fraqueza Para nós é amor e honestidade Ninguém nunca Nos ensinou O COMO COMO VIVER NO RIDÍCULO Viver no ridículo é, no fundo, ter a coragem de SER QUEM SE É Ser quem se é tem um mérito que não é diploma É Mérito divino de uma justiça que não se vende ao conforto da mentira

