(estrofe) Quero viver alegre, assumo, não como impulso passageiro, mas como pacto que eu consumo no altar íntimo e verdadeiro. (estrofe) Não ignoro o peso dos dias, nem disfarço o que me feriu, mas escolho novas vias para tudo o que já me atingiu. (estrofe) Minha alegria é decisão, não capricho do momento, é semente lançada ao chão com disciplina e fundamento. (refrão) Quero viver alegre, sim, com coragem e lucidez, que essa escolha nasça em mim e floresça outra vez. (estrofe) Confesso: já fiz da tristeza uma casa confortável, virei refém da incerteza e do medo interminável. (estrofe) Já cultivei mágoas antigas como quem guarda troféu, alimentei sombras amigas sob um disfarce fiel. (estrofe) Hoje reviso minha história sem negar cicatriz alguma, mas retiro da memória o direito de ser bruma. (refrão) Quero viver alegre, sim, com coragem e lucidez, que essa escolha nasça em mim e floresça outra vez. (estrofe) Alegria é exercício, é treino da percepção, é dar ao amor primício na pauta do coração. (estrofe) Síntese do que aprendi: sofrer não me faz melhor, mas o modo como escolhi me ergue mais alto e maior. (ponte) Quantas vezes calei meu riso para parecer sensato e sério, neguei ao mundo o que preciso e fiz do cinza meu critério. (refrão) Quero viver alegre, sim, com coragem e lucidez, que essa escolha nasça em mim e floresça outra vez. (refrão final) Eu me amo na sombra e no brilho, na lágrima que vem e vai, decido ser luz no meu trilho, mesmo quando a dor me atrai.