
[Intro] Dizem que tudo começa agora… Mas ninguém explicou como é que faz. [Verse 1] Não sei fazer almoço, dizem que é essencial “Trabalhar em casa é rotina”, ciclo diário e normal Será que isso enjoa? Cadê o calendário? Domingo a sábado, esforço sem salário Já peguei boi no laço, fiz mais que muito peão Difícil foi usar vestido e aprender passar batom Borrei o rosto feito coringa, querendo ser arlequina Fiquei igual uma palhaça, arranquei risos da menina [Pre-Chorus] Ninguém me deu o mapa Nem avisou como é A vida não vem com bula Só empurra e diz: “é” [Chorus] Agora eu tenho dezesseis, será que já posso namorar? Falta dois pra ser adulta, será que preciso me casar? E filhos, quantos eu preciso pra ser alguém? Será que é a cegonha que traz o neném? [Verse 2] Me dizem “vira moça”, mas não dizem quando Cobram postura firme, enquanto eu tô tentando Ser forte, ser doce, saber quem eu sou Mas cada pergunta nova é um nó que apertou Me comparo sem querer, isso cansa demais Será que só eu me sinto perdida por aí atrás? Todo mundo parece saber o que quer Ou será que fingem bem melhor do que eu até? [Pre-Chorus] Se errar é proibido Por que ninguém acertou? Se crescer é tão bonito Por que tanto medo ficou? [Chorus] Agora eu tenho dezesseis, será que já posso namorar? Falta dois pra ser adulta, será que preciso me casar? E filhos, quantos eu preciso pra ser alguém? Será que é a cegonha que traz o neném? [Bridge – softer, reflexiva] Se com dezesseis já é assim Cheio de “tem que”, “não pode” e depois Quando eu chegar nos trinta e dois Vou saber o que eu faço… ou empurro pra depois? [Final Chorus – mais emocional] Agora eu tenho dezesseis, não sei tudo e tudo bem Tô aprendendo a ser gente antes de ser alguém Se o mundo cobra resposta e eu ainda não sei Talvez crescer seja errar… e continuar de pé [Outro] Se a vida não tem manual Eu escrevo o meu então Com riso, tropeço e coragem E um coração em construção.


