
Onde o mar beija a areia e a lua descansa Tem um batuque que o vento traz na lembrança Não é qualquer lugar, é o berço da boemia Onde o cansaço vira verso e alegria O mastro erguido, a rede que o mar desenha Itapuã é o palco, o samba é a senha. Salve as noites em Itapuã! Onde o samba é de primeira, do anoitecer à manhã Salve as noites em Itapuã! Herança de baluarte, a alma de um clã. Lá vem Sr. Regis, com a calma de quem sabe Que no peito de um sambista o mundo inteiro cabe Baluarte vivo, guardião do fundamento Mantendo acesa a chama em qualquer tempo E na voz de Soninha, a força da mulher Canta a história do povo, canta a força da fé. O surdo marca o passo, o coração agita É o Samba Resistência, onde a voz grita! Pedrão comanda a massa, o couro vai comer Samba que não se dobra, feito pra gente vencer E no canto da mesa, o tom da perfeição... Coutinho dedilha um doce de violão. Salve as noites em Itapuã! Onde o samba é de primeira, do anoitecer à manhã Salve as noites em Itapuã! Herança de baluarte, a alma de um clã. É um desfile de bambas sob o clarão do farol A gente começa na lua e só para no sol A cerveja gelada, o abraço, a parceria Itapuã é o DNA da nossa boemia. Salve as noites em Itapuã! Onde o samba é de primeira, do anoitecer à manhã Salve as noites em Itapuã! Com Sr. Regis, Soninha, Pedrão... E o violão de Coutinho tocando no coração. Itapuã... Itapuã...

