
[Verse 1] Ele chega na conversa achando que arrasa, Dá pitaco em tudo, até no drama da praça. Pede biscoito, mas não come metade, Quer palmas por ser o básico da humanidade. Se acha sábio só porque tem idade, Mas confunde respeito com autoridade. Eu sorrio e aceno, mas penso no fundo: “Se esse é o exemplo, tamo perdendo tempo no mundo.” [Pre-Chorus] E ele fala, fala, fala... e eu só penso: “Será que tem replay? isso é uma fadiga!” Queria uma nota? Te dou um oito! Dez é pra quem vira lenda, não pra quem banca tutorial de vida. [Chorus] O tio é oito, e tá bom demais Pra quem só vive lembrando de momentos ideais Não dou dez pra não subir no salto, Quem sabe assim aprende a dançar no asfalto O tio é oito, escreve aí Pra toda mesa de bar que aplaude sem rir Nota alta só pra quem se supera Enquanto isso... segura essa espera [Verse 2 - half spoken, half sung] Não é ódio, é riso contido É só o veneno da verdade servido No copo da autoimagem inflada Com gelo de “ninguém te perguntou nada” Sabe tudo de política, mas nem lava a louça Quer dar lição? Mas, não quer dar uma força! Se esforço fosse nota, eu perdia mais um ponto, Mas ser coach da derrota... não sustenta o tom do conto. [Bridge - spoken word style with irony] É tipo: — “Valéria, respeita os mais velhos...” Mas quando é pra escutar a gente? Só serve quando convém... Pois bem... Hoje eu canto por mim e pelos que ele chama de “gente de internet” Cuidado, tio... a gente que você despreza, é quem escreve o reset. [Chorus – with more emphasis, more anger disguised as mockery] O tio é oito, não passa de fase Fica na nostalgia como se fosse base Não dou dez, não por maldade É pra te dar espaço pra ser um dez de verdade O tio é oito, entendeu a lição? Não é sobre idade, é sobre evolução Pode ser gente boa, mas se não escuta, Vai ser só mais um nome em lista de conduta. [Outro – echo with beat slowing down] O tio... é oito... E olha lá... Nota dez é só pra quem tem coragem de errar e mudar. “Então tio... anotou?

