
(estrofe 1) Na beira da trilha de barro molhado, Vi uma fileira cruzando o chão, Pequenos corpos em rumo alinhado, Como versos marchando em canção. (estrofe 2) Cada formiga carregava consigo Um peso maior que o próprio tamanho, Mas nenhuma deixava cair o abrigo Do esforço tecido no mesmo rebanho. (estrofe 3) Não havia gritos, disputa ou vanglória, Somente o compasso da cooperação, Como se o trabalho escrevesse uma história De força nascida da união. (estrofe 4) Sob folhas caídas e galhos dispersos, Elas desenhavam caminhos no pó, Mostrando que até nos universos Menores, ninguém vive só. (refrão) Ó formiga pequena do chão natural, Mestra da ordem e da construção, Ensinas que o sonho coletivo é vital Quando nasce do esforço em comunhão. (estrofe 5) Enquanto o vento mudava a paisagem, A fila mantinha seu rumo fiel, Como estrelas guiando uma viagem Sob o silêncio discreto do céu. (estrofe 6) Uma encontrava alimento na estrada, Outra ajudava no peso a levar, E a trilha, embora simples e apertada, Virava ponte para compartilhar. (estrofe 7) No invisível reino sob a terra escura, Guardavam sementes e proteção, Provando que a vida alcança estrutura Quando existe cooperação. (refrão) Ó formiga pequena do chão natural, Mestra da ordem e da construção, Ensinas que o sonho coletivo é vital Quando nasce do esforço em comunhão. (estrofe 8) O homem apressa cidades e pontes, Mas esquece o segredo do viver: Nenhuma grandeza alcança horizontes Sem muitos ajudando a crescer. (estrofe 9) A fila seguia entre pedras e folhas, Sem reclamar da longa extensão, Pois quem compreende as tarefas que escolhe Descobre sentido na missão. (estrofe 10) E ao voltar daquela mata serena, Levei comigo a simples visão: A força do mundo talvez seja pequena, Mas cresce imensa na colaboração. (refrão) Ó formiga pequena do chão natural, Mestra da ordem e da construção, Ensinas que o sonho coletivo é vital Quando nasce do esforço em comunhão.

