
[Verso 1] Ando pelas ruas, saí do bar, Nem sei quantas taças pra esquecer seu olhar. Tudo me lembra você, essas ruas, esse som, Já faz quanto tempo? Por onde andarás, meu dom? Fecho os olhos, sinto o toque, sua respiração, As marcas no meu corpo, o rock na escuridão. Nos amávamos até pingar, até perder o ar, Agora ando sem destino, só tentando respirar. [Refrão] Eu não valho nada, sou só um vazio, Vagando pela noite, perdida no frio. Eu não valho nada, mas continuo a procurar, Um pedaço de você em cada canto desse bar. [Verso 2] Você me deixou no aeroporto, disse “logo vou chegar”, Mas o "indo" virou fumaça no ar. Te esperei em nosso canto, mas só o eco respondeu, Comprei passagens pro futuro, mas você nunca apareceu. Te ligo, ouço sua voz, é como um vício mortal, Promete, mas não vem, um tormento emocional. A garrafa no chão estoura junto à minha raiva, E a cada gole que eu dou, o vazio só se agrava. [Refrão] Eu não valho nada, sou só um desejo, De ser a mulher que você perdeu no beijo. Eu não valho nada, mas finjo que sim, Fecho os olhos e imagino que ainda está aqui. [Ponte] No bar, olho pra alguém, não importa quem, Só quero ser tocada como um animal também. Sem nomes, sem futuro, sem histórias pra contar, Só quero apagar você debaixo desse luar. [Verso 3] Ele me toca sem vergonha, pelas minhas pernas desliza, Sente meu perfume e na minha pele sensualiza. Quero ser chamada de todos os nomes impróprios, Agarro esse um qualquer e vou te despir de mim lá fora. No carro, o suor escorre, o vidro embaça, Me entrego sem qualquer pudor só para matar você. Depois de tudo, saio quase que feliz em minha farsa, Como uma moeda de um centavo, deixo minha marca. [Refrão] Eu não valho nada, mas continuo a tentar, Encontrar um pedaço de você em outro olhar. Eu não valho nada, mas finjo que sim, Nessa noite sem nome, onde tudo chega ao fim.

