
Estrofe 1 Ora, a serpente era mais astuta, Que qualquer besta do campo de Deus. Disse à mulher, com fala astuta: “É verdade que Deus vos proibiu os seus?” E a mulher respondeu com certeza: “Do fruto podemos comer sem dor. Mas do que está no meio da beleza, Disse Deus: não toques, nem morra de horror.” Estrofe 2 Então disse a serpente sorrindo: “Certamente não morrereis assim. Vossos olhos serão luz surgindo, E sereis como Deus, tendo um fim.” Vendo a mulher que era bom para o gosto, Tomou do fruto e dele comeu. Deu também ao homem, sem desgosto, E ele também do fruto recebeu. Estrofe 3 Abriram-se os olhos dos dois na hora, E perceberam que estavam nus. Coseram folhas, cobrindo agora, O que antes mostravam à luz. Ouviram a voz do Senhor que andava, Pelo jardim à brisa do dia. E esconderam-se com alma calada, Pois sabiam que perderam a alegria. Refrão A serpente mentiu, o saber corrompeu, O homem caiu ao tentar dominar. Mas Deus, que é justo, jamais se esqueceu, E no fim prometeu: há de restaurar. Estrofe 4 Chamou o Senhor: “Onde estás, Adão?” E ele respondeu com medo no tom. “Ouvi tua voz, me escondi então, Pois estou nu, e vi que isso é bom?” Disse Deus: “Comeste da árvore, sim?” E Adão culpou a mulher que lhe deu. A mulher apontou pra serpente no fim, E Deus julgou cada um que errou seu. Estrofe 5 Maldita és tu, serpente rastejante, E à mulher, dores para gerar. Ao homem: do suor constante Comerás do chão, até voltar. Fez roupas de peles, Deus os vestiu, E os expulsou do Éden querido. Colocou querubins e um fogo que viu, Guardando a árvore da vida ao abrigo. Ponte Mas mesmo no Éden, com espada e dor, Só é divina a Palavra que traz luz. Do Velho ou Novo, é de Deus o amor, Se for coerente com Cristo, Jesus. Refrão A serpente mentiu, o saber corrompeu, O homem caiu ao tentar dominar. Mas Deus, que é justo, jamais se esqueceu, E no fim prometeu: há de restaurar.

