
(estrofe 1) José ordenou ao seu mordomo: “Encha os sacos dos homens de mantimento, E põe minha taça, que é dom, Na saca do mais novo, com discernimento.” E de madrugada os irmãos partiram, Felizes por ter Benjamim consigo. Mas guardas os seguiram e lhes feriram: “Por que pagastes o bem com perigo?” (estrofe 2) Eles disseram: “Longe de nós tal ação! Trouxemos a prata que antes retornou.” “Quem tiver a taça será escravo então!” E a busca começou — o susto os calou. A taça foi achada na saca do menor, Benjamim, o filho do amor paterno. Rasgaram as vestes — dor sem igual, E voltaram ao Egito em silêncio eterno. (estrofe 3) Judá falou com voz carregada: “O que diremos a ti, ó senhor? Deus descobriu nossa maldade guardada, Somos teus servos, sem valor.” José respondeu: “Só o que roubou Será meu escravo; os demais vão em paz.” Mas Judá disse: “Isto não bastou! Leve-me no lugar, se fores capaz.” (refrão) O coração de um irmão que aprendeu Vale mais que ouro ou posição. A história mudou quando se comoveu E escolheu servir por compaixão. (estrofe 4) “Se eu voltar sem o jovem a meu pai, A dor matará o velho de saudade. Pois a alma dele por Benjamim vai, E a culpa será nossa, com crueldade.” “Teu servo deu palavra a seu pai, De cuidar do menino com amor fiel. Agora rogo, por compaixão e paz, Toma-me a mim no lugar do fiel.” (estrofe 5) “Como posso subir sem o menino? O mal cairá sobre meu coração!” Judá, de opressor, virou destino De quem escolheu amor, não dominação. A prova foi forte, mas houve redenção, E a família se dobrou diante do bem. A vida curou com compaixão, E o Egito viu nascer outro amém. (ponte) Mas só o que reflete o Cristo encarnado, A compaixão que jamais se disfarça, É Palavra de Deus, revelada e guardada — O resto é humano, por mais que se faça. (refrão) O coração de um irmão que aprendeu Vale mais que ouro ou posição. A história mudou quando se comoveu E escolheu servir por compaixão.

