(ESTROFE 1) No altar antigo ergueram muros frios, calculados, Com dogmas moldaram tons de pele em lados separados, Chamaram de santo o abismo que eles mesmos levantaram, E no nome de Cristo, irmãos da luz eles negaram. (ESTROFE 2) Textos distorcidos serviram como lâmpadas de engano, Iluminaram o errado com verniz de puro e humano, Mas a Palavra ferve quando a injustiça é proclamada, E queima as páginas tortas onde a verdade foi amarrada. (ESTROFE 3) Fileiras de bancos marcados por cor e conveniência, A fé virou palco de sombras e de falsa obediência, Mas o Evangelho real rompe a lógica da fronteira, E traz no peito a cor do amor, que é luz verdadeira. (REFRÃO) Cristo não segrega, Ele abraça e põe de pé, Nenhuma pele é menos santa, menos alma, menos fé, Do pó viemos iguais, para a mesma graça voltar, No Reino não há muros, há um só povo a cantar. (ESTROFE 4) Teologias frias vestiram véus de superioridade, Como se o Céu tivesse listas, limites e propriedade, Mas o Cristo encarnado, ferido, negro de dor e chão, Desfaz cada corrente que acorrenta um irmão. (ESTROFE 5) A cruz não tem gradis, nem zonas de exclusão, Seu sangue escorre amplo, abraçando toda a nação, E quando tentam pintar Deus com tintas de separação, Ele sopra cores novas e refaz a criação. (REFRÃO) Cristo não segrega, Ele abraça e põe de pé, Nenhuma pele é menos santa, menos alma, menos fé, Do pó viemos iguais, para a mesma graça voltar, No Reino não há muros, há um só povo a cantar. (ESTROFE 6) A história se ergueu entre preces e preconceitos unidos, Mas o Evangelho insiste em restaurar os distraídos, Chamando ao arrependimento quem pregou desigualdade, E curando cicatrizes abertas pela religiosidade. (ESTROFE 7) O Cristo ressurreto aponta a mesa compartilhada, Onde todas as cores brilham na presença restaurada, E a justiça, enfim, floresce onde o amor venceu o medo, Transformando o racismo em poeira sem segredo. (REFRÃO) Cristo não segrega, Ele abraça e põe de pé, Nenhuma pele é menos santa, menos alma, menos fé, Do pó viemos iguais, para a mesma graça voltar, No Reino não há muros, há um só povo a cantar.