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ELE DERRAMA GRAÇA ONDE SÓ PEDIMOS ALÍVIO 1

(estrofe 1) Clamei por alívio, pedi sem cessar, Que a dor se afastasse, que fosse parar. Mas Deus respondeu com outra visão, Derramou graça em meu coração. ... (estrofe 2) Paulo implorou três vezes seguidas, Que fosse tirada sua ferida. Mas Deus declarou, com voz de bondade: “Minha graça te basta em tua fragilidade.” ... (estrofe 3) O “não” se tornou fonte de poder, Na fraqueza o Senhor fez resplandecer. Pois quando sou fraco, aí sou forte, Deus abre em mim uma nova sorte. ... (refrão) Deus não faz tudo o que eu peço, Mas atende o que é oração. Me dá o que traz verdadeiro alento, Mais que o fruto da ilusão. ... (estrofe 4) A cruz que pensei não suportar, Foi o caminho de me transformar. Pois no peso que não pude tirar, Ele ensinou-me a confiar. ... (estrofe 5) Não veio a fuga, nem veio a negação, Veio presença em consolação. Na dor que fica, há mão que sustenta, E nela a esperança se apresenta. ... (estrofe 6) Descubro em lágrimas nova lição, Que a graça supera a aflição. E mesmo negando meu apelo urgente, O Pai se revela paciente. ... (refrão) Deus não faz tudo o que eu peço, Mas atende o que é oração. Me dá o que traz verdadeiro alento, Mais que o fruto da ilusão. ... (estrofe 7) Cada espinho que Ele permitiu, É lugar santo onde Deus me atraiu. E aquilo que vi como dor sem sentido, Se fez caminho de amor revestido. ... (estrofe 8) Hoje entendo que negar também é cuidar, Pois graça maior Ele quer derramar. Se não me livrou, me fez resistir, E em Sua força pude sorrir. ... (ponte) Obrigado, Senhor, por não me enganar, Dando alívio que iria me afastar. Em vez do “sim” que pensei pedir, Tua graça maior veio a me suprir. ... (refrão) Deus não faz tudo o que eu peço, Mas atende o que é oração. Me dá o que traz verdadeiro alento, Mais que o fruto da ilusão. ... (refrão final) Assim também faz com todo irmão, Negando o que traz destruição. Pois ama o mundo com puro cuidado, E não concede o que é danado.