
(estrofe 1) Ergueram-se pedras ao romper da aurora, Como se a morte revelasse o teu querer; Mas Cristo fez do perdão a nova hora, Onde o culpado ainda podia renascer. (estrofe 2) A praça encheu-se de severo julgamento, Pesando a culpa sem olhar o coração; Mas tua voz rompeu o velho argumento, Semeando graça onde havia condenação. (estrofe 3) Os dedos cerravam o peso da sentença, Sem espaço para a compaixão florescer; Mas teus olhos contemplavam a essência, Que ainda podia mudar e viver. (estrofe 4) A multidão buscava justiça nas pedras, Convencida de honrar tua santidade; Mas tua misericórdia abriu novas veredas, Restaurando vidas pela verdade. (refrão) Perdão, Senhor, não és o Jeová que imaginei; Onde a lei exigia a morte pela condenação, Jesus impediu o apedrejamento, e nele encontrei O Deus que perdoa e chama à transformação. (estrofe 5) Escreveste no chão o silêncio divino, Enquanto a consciência começou a falar; Cada acusador reviu seu destino, E as pedras caíram antes de lançar. (estrofe 6) Não foi o pecado chamado virtude, Nem a verdade deixada para trás; Foi tua graça vencendo a inquietude, Convidando à mudança e à verdadeira paz. (estrofe 7) A mulher encontrou teu olhar sereno, Sem desprezo, violência ou rigor; Na tua voz havia um convite pleno: "Vai e não peques", caminho do amor. (refrão) Perdão, Senhor, não és o Jeová que imaginei; Onde a lei exigia a morte pela condenação, Jesus impediu o apedrejamento, e nele encontrei O Deus que perdoa e chama à transformação. (estrofe 8) Não celebraste a culpa nem o fracasso, Também não ocultaste a verdade diante da dor; Transformaste a justiça num terno abraço, Onde a correção caminhava com o amor. (estrofe 9) Os que julgavam partiram em silêncio, Levando consigo o peso da própria condição; Teu Reino revelou outro princípio: Toda misericórdia começa no coração. (estrofe 10) Hoje contemplo aquela antiga cena, Onde a vida venceu a acusação; Pois teu Reino jamais valeu-se da pena, Mas da esperança da restauração. (ponte) Quanto tempo imaginei que defender tua santidade significava endurecer meu próprio coração, Repetindo condenações sem refletir sobre a profundidade da tua graça. Hoje reconheço que confundi rigor religioso com verdadeira comunhão, Quando em Jesus descobri que tua santidade transforma sem destruir, ilumina sem esmagar e restaura sem excluir quem se arrepende. (refrão) Perdão, Senhor, não és o Jeová que imaginei; Onde a lei exigia a morte pela condenação, Jesus impediu o apedrejamento, e nele encontrei O Deus que perdoa e chama à transformação. (refrão final) Agora descanso em Jesus, eterno Deus de amor; Jamais tua graça deixará de restaurar o pecador. Deus conosco, imutável em misericórdia e favor, Pois teu coração sempre vencerá pelo amor.

