
(estrofe 1) Nos mosteiros guardaram o livro sagrado, Como quem teme a luz que liberta o irmão, O verbo de vida ficou enclausurado, Preso em dogmas e contradição. (estrofe 2) Os leigos calados, sem voz nem leitura, Enquanto os teólogos ditavam o tom, Chamando de erro qualquer abertura, Que ousasse buscar o sentido do dom. (estrofe 3) Mas Cristo dizia: “Examinai as Escrituras”, Pois nelas se encontra o que é eterno e real, Não há mediadores entre amor e ternuras, Nem véus sobre o rosto do bem celestial. (refrão) A Palavra não é de poucos, é de todos os corações, Feita para o pão da alma, não para as imposições. Quem lê com amor e verdade, vê Deus em revelação, Pois a luz não se cala — brilha em toda geração. (estrofe 4) Traduziram-na em línguas do poder e da corte, Esquecendo o idioma do pobre e do chão, Mas Deus não habita templos de sorte, Ele fala ao homem que busca em oração. (estrofe 5) Quantas vezes queimaram quem lia o Evangelho, Por querer compreender o que Cristo ensinou, Mas a chama do amor, em silêncio e espelho, Mesmo sob as cinzas, nunca apagou. (refrão) A Palavra não é de poucos, é de todos os corações, Feita para o pão da alma, não para as imposições. Quem lê com amor e verdade, vê Deus em revelação, Pois a luz não se cala — brilha em toda geração. (estrofe 6) Hoje ainda muitos pregam o que lhes convém, E fazem da Bíblia um trono e mercado, Mas quem lê por amor, compreende também, Que o Cristo é simples, humilde e encarnado. (estrofe 7) Não é teólogo o que domina teorias, Mas o que pratica o bem, fiel à razão, Pois o Espírito sopra em alegrias, E não em poder, vaidade ou dominação. (refrão) A Palavra não é de poucos, é de todos os corações, Feita para o pão da alma, não para as imposições. Quem lê com amor e verdade, vê Deus em revelação, Pois a luz não se cala — brilha em toda geração.

