
(1ª estrofe) Abraão e Ló olharam o chão, E o pasto tornou-se separação, Um quis o verde, o outro o poente, E a ganância rasgou o parente. ... (2ª estrofe) O “Deus” do ganho, de possessão, Parecia abençoar a divisão, Mas o Cristo vem e desfaz a fronteira, Tornando o amor a nova bandeira. ... (3ª estrofe) A fé antiga louvava o acúmulo, o pasto, Mas Jesus revela o dom mais vasto, Que não mede o campo nem o espaço, Pois o céu é de quem perdoa o embaraço. (Refrão) Perdão, Senhor, não és o Jeová, Que divide irmãos por bens terrenos, Tu és o Deus que vem restaurar, Os laços eternos e fraternos. ... (4ª estrofe) Ló escolheu o vale de aparência, Abraão ficou com a consciência, Mas o amor não cabe em fronteira ou ciência, Só floresce em quem pratica a paciência. ... (5ª estrofe) No mapa da carne há rixa e posse, Mas no Reino do Filho tudo é doce, Pois quem se dá, jamais empobrece, E quem divide o pão, enriquece. ... (6ª estrofe) A terra separa o que o céu quer unir, Mas Jesus ora: “que sejam um, por vir”, E na cruz o sangue veio redimir, As famílias que o ego quis dividir. (Refrão) Perdão, Senhor, não és o Jeová, Que divide irmãos por bens terrenos, Tu és o Deus que vem restaurar, Os laços eternos e fraternos. ... (7ª estrofe) A antiga fé louvou o pastoreio, Mas Cristo exaltou o amor alheio, Pois quem se despoja do próprio meio, Ganha o céu, e com ele, o recreio. ... (8ª estrofe) Agora entendo o erro do altar, Que sacrificava para dominar, Mas Jesus se entrega sem reclamar, E nos ensina o dom de abraçar. ... (Ponte) Oh, quanto defendi, em minha ilusão, O “Deus” que escolhia por separação, Mas hoje descanso em outra visão: O Pai é amor, pura união. (Refrão) Perdão, Senhor, não és o Jeová, Que divide irmãos por bens terrenos, Tu és o Deus que vem restaurar, Os laços eternos e fraternos. ... (Refrão Final) Agora descanso em Teu amor, Sem terras, cercas ou poder, És o Deus que ensina o valor, De simplesmente pertencer.

