
[Verso 1] Milagre dos peixes O primeiro já caiu na rede Veio manso Veio sem queixume Veio dar de comer à sede Cada escama é um desejo Cada espinha Um velho temor Mas nas mãos que o recolhem do fundo Vem um cheiro a futuro melhor [Refrão] Que se multipliquem os peixes Pra quem nunca teve um pedaço Que baste na mesa e no peito Que sobre alegria no abraço Que se multipliquem os peixes Do rio Da ria Do mar E que o padrão se eleve Na forma de nos partilhar [Verso 2] Há quem pese o mundo em moedas Há quem pese em pranto e suor Mas quem lança a rede na noite Traz histórias Não traz só sabor Milagre é caber mais um prato Milagre é caber mais alguém Ser mais largo que a própria casa Ter a porta a dizer: “Entrem Entrem” [Refrão] Que se multipliquem os peixes Pra quem nunca teve um pedaço Que baste na mesa e no peito Que sobre alegria no abraço Que se multipliquem os peixes Do rio Da ria Do mar E que o padrão se eleve Na forma de nos partilhar [Ponte] Se hoje o primeiro já veio Amanhã virão dois Virão três (hei) Que a rede aprenda um novo jeito De puxar mais justiça de vez [Refrão] Que se multipliquem os peixes Pra quem anda a comer só talvez Que baste na mesa e no peito Pra mudar o padrão de uma vez Que se multipliquem os peixes Do rio Da ria Do mar E que o padrão se eleve No modo de nos cuidar

