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Já bateu o agora, para quem quiser

V4.5-ALL

Está na hora, agora, de saber sobre viver Com as Constantes tentativas, aprender Viver na tentação, sem ser um teste Com o constante acordar, aprender A permanecer no sonhar, a criar Deixar no seu lugar a tentação A constante tentação de tentar, Na memória inglória, Está o lembrar da história transcendê-la é relembrar, como se cria Sonhos e histórias de amor, No lugar de pesadelos e dor Emergindo da lama, a sabedoria De saber os porques e os porquês de ter que lá passar Passados que se tornam presentes, envenenados Dos venenos sagrados bebemos, imunidade Manteve-nos aprisionados, o dúvidar Às certezas agarrados, a confiar Está na hora agora, podes ver Já bateu o agora, para quem quiser Ouvir as badaladas do seu amor O espelho não mente, não senhor Nunca o fez, nem por pudor Se agora o vês, é por puro amor Os reflexos estão lá, na tua dor Justos, apertados De coração extorquido, ameaçados Medo do por vir, manifestado Criadas previsões, metereológicas Obediência a regras, sem lógica Abençoadas contradições, injustas Materiais obrigações, as putas Acordos acordados, pesadelos reais Abortos causados, sonhares castrados Quando soar o alarme, do nada Lembrar-te que é de lá, que tudo é Nada há, senão o tudo o que és No tudo o que não queres ver No tanto que dizes faltar Mentiras para te encontrar Está na hora, agora, podes ver Já bateu o agora, para quem quiser Ouvir as badaladas do seu amor O espelho não mente, não senhor Nunca o fez, nem por pudor Se agora o vês, é por puro amor Os reflexos estão lá, na tua dor O tempo não pára Só o pára quem o disser certezas vão-se instalar Pelo medo de desconhecer Agora é tudo o que existe Não um momento, mas todos, ao mesmo tempo Assim és tu, tudo e Também quem, persiste quem, também, no tormento insiste Cumpre, cumpre, meu amor Aceita as regras da distorção revolta-te, começa uma revolução Aquilo que negas, é contradição Acalma, meu amor, esse coração Apertado, conturbado, cansado Constantemente injustiçado, pressionado, obrigado, agarrado Ao compromisso de ser apagado É agora, a hora, de ver no agora A clara imagem do turbilhão interno A real origem do céu e inferno A casa onde Deus e Diabo, moram Está na hora, meu irmão De ser Um com a criação Assumindo-se o observável Encarando-se como responsável Vamos sem medos, então então Mesmo com julgamento ou irritação Farto de estar farto da repetição Constante, exigente, chamada de atenção Basta querer, e crer, para ver Parar, pensar, para conseguir olhar Todos os pontos e vistas, sem lá ficar E a partir do agora, no agora, permanecer Está na hora, podes ver Já bateu o agora, para quem quiser Ouvir as badaladas do seu amor O espelho não mente, não senhor Nunca o fez, nem por pudor Se agora o vês, é por puro amor Os reflexos estão lá, na tua dor