
(ESTROFE 1) Perguntar virou suspeita, pensar foi chamado traição, a dúvida, erro da mente, a fé, prisão sem interrogação. (ESTROFE 2) A voz que hesita é silenciada, o medo veste-se de zelo, quem busca entender o caminho é acusado de romper o selo. (ESTROFE 3) Crê-se num Deus irritável, que pune quem ousa pensar, como se a pergunta sincera fosse pecado a condenar. (REFRÃO) Perdão, Senhor, não és o Jeová, que castiga quem quer compreender, em Jesus, a pergunta é encontro, não motivo para temer. (ESTROFE 4) Tomé não foi expulso da mesa, nem ferido por duvidar, foi chamado a tocar feridas, não a aprender a calar. (ESTROFE 5) A dúvida ali não é ruptura, é caminho de relação, pois fé que nasce do medo não é fé, é submissão. (ESTROFE 6) Jesus não exige respostas prontas, nem censura o coração, acolhe o passo inseguro e caminha junto na interrogação. (REFRÃO) Perdão, Senhor, não és o Jeová, que confunde fé com obediência cega, tua verdade não teme perguntas, ela se entrega. (ESTROFE 7) Quem ama não controla crenças, quem ama sabe escutar, não ameaça quem hesita, prefere junto caminhar. (ESTROFE 8) O Cristo não fecha o diálogo, não governa pela pressão, Ele vence a incredulidade com presença e compaixão. (PONTE) Quanto errei defendendo o medo como se fosse devoção, chamei silêncio de reverência e a dúvida de rebelião. (REFRÃO) Perdão, Senhor, não és o Jeová, que pune a busca sincera, em Jesus, até a dúvida é espaço onde o amor espera. (REFRÃO FINAL) Hoje descanso em Jesus, Deus-amor, que jamais fere quem quer crer, pois nunca, por motivo algum, serias diferente conosco ao acolher.

