
(ESTROFE 1) Um tropeço vira sentença, o erro de um vira trovão, todos pagam a mesma conta sem voz, sem distinção. (ESTROFE 2) A culpa corre em corrente, atravessa pai e irmão, quem não fez carrega o peso da alheia transgressão. (ESTROFE 3) A multidão vira alvo, ninguém tem nome ou rosto, a dor se torna estatística no juízo imposto. (REFRÃO) Perdão, Senhor, não és o Jeová da culpa que se espalha assim, em Jesus, cada pessoa importa em si. (ESTROFE 4) Pragas não perguntam nomes, nem medem intenção, caem sobre justos e frágeis como igual punição. (ESTROFE 5) A criança sofre calada, o inocente não tem vez, a justiça vira massa sem olhar quem é quem fez. (ESTROFE 6) Mas Jesus para a multidão e chama um por um à luz, olha olhos, toca histórias, responsabiliza e conduz. (REFRÃO) Perdão, Senhor, não és o Jeová da pena sem distinção, em Jesus, a verdade tem rosto e coração. (ESTROFE 7) Ao cego, não culpa os pais, nem pecados herdados no chão, cura, dignifica, liberta da falsa condenação. (ESTROFE 8) Cada vida é um encontro, cada escolha, um chamado, ninguém responde pelo outro, todos são amados. (PONTE) Quanto errei defendendo a ideia de um Deus que pune em bloco, confundi temor com justiça e chamei silêncio de zelo ortodoxo. (REFRÃO) Perdão, Senhor, não és o Jeová do castigo sem ouvir, em Jesus, responsabilidade é caminho de existir. (REFRÃO FINAL) Hoje descanso em Jesus, Deus-amor, justo sem desumanizar, pois jamais, por motivo algum, serias coletivo ao punir, mas pessoal ao amar.

