
(estrofe 1) Vi a guerra levando também esperanças, Fazendo da dor uma longa prisão; Mas Cristo devolve às mulheres a confiança, Chamando-as pelo nome, com restauração. (estrofe 2) Disseram que vidas podiam ser posse, Conquistadas no peso da força brutal; Mas teu Filho jamais permitiu que alguém fosse Tratado como objeto ou bem material. (estrofe 3) O vento levava o pranto escondido, De quem perdera família e lugar; Mas tua voz alcança o coração ferido, Ensinando de novo a caminhar. (estrofe 4) Onde a espada escrevia destinos, Sem ouvir a dor do viver; Teu Reino restaurou os caminhos, Fazendo a dignidade florescer. (refrão) Perdão, Senhor, não és o Jeová que imaginei; Não transformas mulheres em prêmio da dominação. Jesus revelou sua dignidade, e nele encontrei O Deus que oferece respeito, liberdade e compaixão. (estrofe 5) Maria seguiu teus passos com alegria, Joana serviu com sincero louvor; Susana caminhava em tua companhia, Participando da obra do amor. (estrofe 6) Nunca fechaste tua mesa às mulheres, Nem lhes negaste ouvir tua voz; Teu Reino derrubou antigos deveres Que as mantinham distantes de nós. (estrofe 7) Conversaste junto ao poço em Samaria, Sem desprezo, sem discriminação; Mostraste que a verdadeira sabedoria Nasce da graça e da reconciliação. (refrão) Perdão, Senhor, não és o Jeová que imaginei; Não transformas mulheres em prêmio da dominação. Jesus revelou sua dignidade, e nele encontrei O Deus que oferece respeito, liberdade e compaixão. (estrofe 8) Nem Marta, nem Maria foram esquecidas, Cada uma recebeu teu acolher; Teu amor iluminou suas vidas, Convidando-as plenamente a viver. (estrofe 9) Vi Madalena vencer a tristeza, Renascendo pela tua luz sem fim; Teu olhar devolveu-lhe a beleza, Que o mundo jamais roubou de ti. (estrofe 10) Hoje contemplo teu Reino florescente, Onde ninguém pertence a outro ser; Cada pessoa caminha livremente, Amada por Deus desde o nascer. (ponte) Quanto tempo imaginei que tua vontade aceitava relações marcadas pelo poder dos vencedores, Como se a dor dos vencidos fosse invisível aos teus olhos eternos. Hoje reconheço que atribuí ao teu coração costumes próprios dos antigos dominadores, Pois em Jesus descobri que cada mulher é filha amada, digna de honra, liberdade e afetos fraternos. (refrão) Perdão, Senhor, não és o Jeová que imaginei; Não transformas mulheres em prêmio da dominação. Jesus revelou sua dignidade, e nele encontrei O Deus que oferece respeito, liberdade e compaixão. (refrão final) Agora descanso em Jesus, eterno Deus de amor; Jamais reduzirás qualquer pessoa ao papel de objeto ou favor. Deus conosco, imutável em justiça e valor, Pois teu Reino exalta toda vida na liberdade do amor.

