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O NINHO NO ALTO DA ÁRVORE

(ESTROFE 1) Curtindo a natureza no alto do chão, Um ninho repousa na palma do galho-mão, Tecidos de vento, graveto e cuidado, Simples abrigo no céu pendurado. (ESTROFE 2) Não tem muralhas, nem ferro ou cimento, Mas vence a chuva, o frio e o tempo, É frágil aos olhos de quem só vê peso, Firme no amor que sustenta o começo. (ESTROFE 3) A árvore aprende a ser chão elevado, Raiz no profundo, abraço no alado, No balanço leve do dia que vem, Protege a vida que ainda não tem. (REFRÃO) No alto da árvore, discreto guardião, O ninho ensina a força da proteção, Ser firme é cuidar com leveza e calor, Guardar a vida no gesto do amor. (ESTROFE 4) O vento passa, mas não leva embora O que foi tecido na hora certa e agora, Cada fio fala de atenção e espera, De quem constrói sem pressa, sem guerra. (ESTROFE 5) O céu é teto, o galho é chão, E o silêncio vira oração, A vida cresce sem anunciar, Como quem confia no tempo de voar. (REFRÃO) No alto da árvore, discreto guardião, O ninho ensina a força da proteção, Ser firme é cuidar com leveza e calor, Guardar a vida no gesto do amor. (ESTROFE 6) Quem olha aprende com o que é pequeno, Que nem toda força nasce do pleno, Às vezes é frágil, quase invisível, Mas faz do impossível um lar possível. (ESTROFE 7) Curtindo a natureza, entende-se então Que proteger é mais que contenção, No ninho simples, suspenso no ar, A vida começa antes de voar. (REFRÃO) No alto da árvore, discreto guardião, O ninho ensina a força da proteção, Ser firme é cuidar com leveza e calor, Guardar a vida no gesto do amor.