
LIVE_EVIL O meu discernimento vem desta consciência. Do espelhamento das minhas ASSUNÇÕES. Do perfeito reflexo dos meus PARADIGMAS. O que SOU não pertence aqui. O aqui não pertence ao que SOU. O que se contenta com o que aqui lhes é apresentado, esse sim é abençoado. O que continuar, dia após dia, a lutar por uma vida melhor, deve ser e será, santificado. Eu já tive tudo, já tive nada, já vivi para mim. Ja vivi para os outros, já morri em vida, já ressuscitei. Aquilo que ainda não me lembro, é do NADA. Do infinito NADA. Da ausência de seja o que for. Isso ainda só me lembro de experiênciar quando, finalmente, adormeço. Mas raios me partam, até AGORA, volto sempre a acordar. Como se isso não bastasse, volto sempre a acordar na mesma vida em que, por mais voltas que tenha dado, vivo sempre segundo as expectativas de quem enganei, com a minha presença. Enganei, porque já não me lembro do que é estar para mim. Então, passei a estar para os de cima, e quando os de cima se foram, para os de baixo. Dissolvi o EU, por eles. Não resultou. Fi-lo por mim, depois. Descobri que estava a tentar estar Eu pri.eiro bem, para eles me sentirem bem. Resultado? O mesmo. Pior. Porque o que me faz sentir bem não se coaduna com nenhum papel. Aliás, talvez faça, com a certidão de óbito. Mas essa já nao me fará sentir nada, talvez, ja não digo nada. Talvez essa seja a única declaração de independência deste sistema. Haja ou não funeral, a não ser que escolha uma falesia demasiado alta ou a emulação, essa declaração será emitida, quanto mais não seja para cessar a emissão de impostos, os tais cujo pagamento não voluntário obriga à conivência com tudo o que se passa neste plan-eta que dizem ser redondo. Que anda em círculos, isso anda. Se é redondo, de certeza que sim. Aliás, é uma rotunda. Só pode.

