
(poema – estrofe 1) Lia chorava em noites sem voz, (estrofe) Raquel queimava em ciúme ardente. Entre as duas, silêncio atroz, Um lar rachado eternamente. ... (poema – estrofe 2) Filhos viravam disputa cruel, (estrofe) Barrigas rivais marcando o chão. Cada vitória tinha gosto de fel, Cada derrota feria o coração. ... (poema – estrofe 3) Moisés contou que Deus assistia (estrofe) Àquela guerra entre duas irmãs. Mas Jesus trouxe outra luz que dizia Que o Pai semeia paz, não aflições vãs. ... (refrão) O Deus de Jesus não festeja rivalidade, (refrão) Não colhe do ódio nenhum alvorecer. O Pai é amor, perdão e verdade, E ensina o coração a se refazer. ... (poema – estrofe 4) O lar de Jacó virou campo de dor, (estrofe) Uma disputa por bênção, por atenção. Mas Cristo revelou o Deus do amor, Que cura raízes de separação. ... (poema – estrofe 5) O ciúme queimava como incêndio, (estrofe) A inveja rompia laços antigos. Mas Jesus mostra um caminho mais brando, Onde irmãs podem ser abrigo de abrigo. ... (poema – estrofe 6) Raquel implorava, Lia escondia, (estrofe) Ambas pediam ao céu algum valor. Mas o Pai que Cristo nos trazia Não alimenta divisões de dor. ... (refrão) O Deus de Jesus não festeja rivalidade, (refrão) Não colhe do ódio nenhum alvorecer. O Pai é amor, perdão e verdade, E ensina o coração a se refazer. ... (poema – estrofe 7) Se o Antigo relato silenciava a briga, (estrofe) O evangelho ensina a reconciliação. Onde havia desgraça, Cristo abriga Com mansidão que refaz a união. ... (poema – estrofe 8) Hoje percebo: não era vontade do Pai (estrofe) Que irmãs virassem rivais de afeto. Foi a cultura antiga que assim se faz, Mas Jesus revela o amor completo. ... (ponte) Perdão, Senhor, por acreditar (ponte) Que teu plano era ver irmãs feridas. Confundi o silêncio de um tempo vulgar Com tua voz que sustenta a vida. ... (refrão) O Deus de Jesus não festeja rivalidade, (refrão) Não colhe do ódio nenhum alvorecer. O Pai é amor, perdão e verdade, E ensina o coração a se refazer. ... (refrão final) Agora descanso no Deus de ternura, (refrão final) Jesus, o Amor que caminha comigo. No Seu abraço encontro cura, E meu coração enfim tem abrigo.

