
Entre Metrôs e Milhas
Linhas de ferro cruzando a cidade, Entre chegadas e a saudade. O destino dançava na estação, Com milhas e sonhos na mesma direção. Cada parada, um capítulo escrito, Em cada banco, o silêncio é um grito. Os trilhos contavam histórias de nós, Nas curvas, o futuro chamava em sua voz. De Santana ao Jabaquara, um laço, Cada viagem, um pequeno pedaço. Milhas entre nós, mas nunca distante, O amor se achava em cada instante. No ir e vir das linhas de ferro, Nosso amor cresceu como um elo. De Santana ao Jabaquara em espiral, Foi ali que selamos nosso final. No vagão lotado, o mundo parava, No teu olhar, o universo brilhava. A pressa da cidade não nos tocava, Naquele encontro, o tempo descansava. Passos que ecoam em estações vazias, Promessas guardadas em nossas mãos frias. Cada milha percorrida tinha um sabor, De um destino escrito a favor do amor. Ah, as linhas que cruzam a cidade, São mapas do amor, da nossa verdade. Seja no Norte ou no Sul, meu lugar, É onde o metrô me leva para te amar. No ir e vir das linhas de ferro, Nosso amor cresceu como um elo. De Santana ao Jabaquara em espiral, Foi ali que selamos nosso final. Os trilhos podem nos levar para longe, Mas as milhas nos unem em cada ponte. Nosso amor é o mapa que nos guia, Entre metrôs e milhas, a nossa poesia.

