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Meu Sertão Querido (Sertanejo)

V5

[Intro — 8 compassos de viola e acordeão] Meu sertão querido, Quando eu te voltar a ver, Não haverá mais penas nem esquecimento. O lampião da rua onde eu nasci Foi sentinela das promessas do meu amor; Sob sua luzinha mansa eu a vi — Minha pequena namorada, clara como o sol. (Refrão) Meu sertão querido, Quando eu te voltar a ver, Não haverá mais penas nem esquecimento. No brilho do lampião eu prometo, eu juro, Devolver teu riso e curar teu pranto lento. Meu sertão querido, Quando eu te voltar a ver, Não haverá mais penas nem esquecimento. A janelinha da casinha do meu bairro, Onde sorria meu bem, me esperava sem igual; Hoje treme o vento ao ouvir meu peito apertado, Que solça preso na cela fria da solidão. Ouço a viola chorando lá na estrada, E cada nota vira lembrança do teu olhar, Do terreiro, do cheiro da chuva no telhado, Do teu perfume de casa que me faz voltar. (Refrão) Meu sertão querido, Quando eu te voltar a ver, Não haverá mais penas nem esquecimento. No brilho do lampião eu prometo, eu juro, Devolver teu riso e curar teu pranto lento. Meu sertão querido, Quando eu te voltar a ver, Não haverá mais penas nem esquecimento. [Ponte — voz mais sussurrada, viola em dedilhado] Ruas de chão batido, berço do meu andar, Sob a lua prateada eu venho te procurar. Cada passo é confissão, cada estrela é sinal, Que eu volto pra essa terra que me ensinou a amar. Refrão final (com harmonia crescente) Meu sertão querido, (ai) Quando eu te voltar a ver, Não haverá mais penas nem esquecimento. Eu trago na mala a voz, a fé e o meu olhar, Trago pro nosso abrigo o perdão e o tempo lento. Meu sertão querido, Quando eu te voltar a ver, Não haverá mais penas nem esquecimento. [Outro — viola e sanfona se despedem, reduzindo até o silêncio]