
[Verse 1] Carrego o mundo no peito feito um céu de papel rasgado mas deixo a tarde entrar devagar pela fresta do meu cuidado Tem um rio atrás da tristeza lavando o nome do que doeu e uma folha gira no vento como quem diz: ainda sou eu [Pre-Chorus] Se a noite pesa na mesa eu viro janela por dentro e o que era pedra no passo vira espuma no pensamento [Chorus] Vem, brisa, vem me atravessa também (ainda há mar em mim) Vem, brisa, vem leva embora esse cinza (me deixa seguir) [Verse 2] Há um jardim na ferida crescendo sem pedir licença rosas de luz na costura do tecido da minha ausência E eu aprendi com a chuva a cair sem perder a canção porque até o chão mais cansado guarda sementes na mão [Pre-Chorus] Se o peso sobe no ombro eu solto o nome do medo e a dor, que parecia pedra vira pássaro cedo [Chorus] Vem, brisa, vem me atravessa também (ainda há mar em mim) Vem, brisa, vem leva embora esse cinza (me deixa seguir) [Bridge] Quando o peito fecha a porta eu abro um pouco o horizonte faço do sal da minha lágrima um farol sobre a ponte E se o mundo vem ferido eu respondo com claridade porque a brisa não apaga a dor mas ensina a sua idade [Chorus] Vem, brisa, vem me atravessa também (ainda há mar em mim) Vem, brisa, vem leva embora esse cinza (me deixa seguir)

