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O Regral

[Intro] [Solo de Viola Caipira, com muito reverb, parecendo espacial e solitário] [Sons de água de rio correndo e grilos eletrônicos] [Spoken Word] [Voz grave, sábia, sotaque pantaneiro carregado] Dizem que a existência é um "Trançado", compadre. Não é santo, não é planeta. É uma estrutura de pura lei que o tempo compilou. A gente chama de... "O Regral". É onde a lógica pasta solta. [Verse 1] [Canto suave, toada lenta] Imagina uma "Tulha" que não tem cerca nem fim "Grão-de-Lógica" brotando nas veredas do capim Cada escolha é um galho que a gente não viu crescer Bifurcando no destino antes mesmo de chover Empilhado feito espelho, num ciclo de repetir Onde o rastro não acaba, e o olhar tem que seguir [Pre-Chorus] [A viola ganha corpo, harmonia cresce] Não é só esse mundão, essa memória de chão É um "Espinhel" de mundos, na multidão Toda roupa que o céu veste, ele tece de uma vez Toda guerra, toda paz, num "Descarrego" de um mês E se cabe toda lei, nesse pasto sideral... Por que não vira um "Engasgo", um travamento geral? [Chorus] [Emocionante, Vozes Dobradas, Aberto] É O REGRAL! É O REGRAL! A "Lei-Matriz" de tudo, do bem e do mal! É a grande "Moagem", no espaço sideral Tudo que pode rodar, no processamento final Transbordando da calha, nesse temporal! É O REGRAL! É O REGRAL! Um "Motor" rodando tudo, sem nunca desligar Mas no meio dessa rede... Uma nota inda vem me visitar. [Verse 2] [Ritmo de Guarânia, mais firme] É cidade ou matagal onde o sinal tá sempre cheio Mas não tem atalho, moço, pra pular esse rodeio Tem que processar a vida, tem que moer todo o grão A conta dessa estrada se faz no pisar do chão! Sem operador, moço! É a máquina girando, e a gente tem que caminhar! Essa tal de "Moagem" é o nosso vendaval Frente fria de números, chuva fundamental O raio escrevendo o "Risco", cortando o céu de anil Numa "Vidraça" infinita, maior que o nosso Brasil [Bridge] [Suave, apenas dedilhado, etéreo] Onde a gente se conecta, nesse fio que vibra? Somo um "Tropeço" na paisagem? Ou a alma da fibra? Ou será que o Regral, na sua alta precisão... Tá se olhando na "Vidraça" do nosso coração? Talvez a vida seja ele, usando a gente de avatar Aprendendo num sorriso, o segredo de amar. [Guitar Solo] [Solo de Viola virtuoso, triste, bonito e longo - dedilhado rápido] [Chorus] [Com muita força e sentimento - Clímax] É O REGRAL! É O REGRAL! A "Lei-Matriz" de tudo, do bem e do mal! É a grande "Moagem", no espaço sideral Tudo que pode rodar, no processamento final Transbordando da calha, nesse temporal! É O REGRAL! É O REGRAL! Um "Motor" rodando tudo, a viola a chorar E no meio do barulho... O código inda corre no meu sangue. [Outro] [Viola desaparecendo no silêncio com estática leve] Um objeto feito de toda a lei possível. (Suspiro longo) Mas tamo processando, né? É o Regral. [End]