
(Estrofe) Aprendi santidade nas mãos lavadas No medo do toque e da mistura Como se a vida fosse manchada Por cruzar fronteiras de ternura (Estrofe) Confundi o limpo com distância E o santo com separação Fiz da regra minha vigilância E do outro, suspeição (Estrofe) Achei que Deus morava no externo No gesto correto, no rito exato Enquanto o coração, enfermo, Seguia intacto no desamor abstrato (Refrão) Jesus rasga o véu da aparência Pureza é amar sem condição Não nasce da água ou da exigência Mas do amor vivido em ação (Estrofe) Vi gente excluída pela norma Marcada por rótulos morais A lei virou rígida forma Que esquecia rostos reais (Estrofe) Pureza virou instrumento Para medir quem pode ficar Mas Jesus tocou o ferimento Sem medo de Se contaminar (Estrofe) Ele disse que o mal não entra Pelas mãos, nem pelo pão Mas brota quando o amor se ausenta Do centro do coração (Refrão) Jesus rasga o véu da aparência Pureza é amar sem condição Não nasce da água ou da exigência Mas do amor vivido em ação (Estrofe) Enquanto eu zelava por fronteiras Ele atravessava a multidão Fez da mesa lugar de inteira Reconstrução (Estrofe) O santo não foi preservado Pelo isolamento frio Mas pelo amor derramado No encontro simples e vivo (Ponte) Lamento ter defendido o Deus das mãos limpas E do coração fechado Usei a pureza como trincheira E chamei de zelo o medo disfarçado Argumentei que a regra protegia Quando ela apenas afastava E não percebi que a santidade Era o amor que se doava (Refrão) Jesus rasga o véu da aparência Pureza é amar sem condição Não nasce da água ou da exigência Mas do amor vivido em ação (Refrão Final) Hoje descanso no Deus que toca Sem receio de se sujar Em Jesus, a santidade é clara Amar, cuidar, se entregar Jamais, por motivo algum, seria diferente Deus não se protegeu de nós Fez do amor Seu ambiente E da graça, Sua voz

